Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Editorial
  • Tempo de espera em hospitais públicos do ES: só existe um remédio
Opinião da Gazeta

Tempo de espera em hospitais públicos do ES: só existe um remédio

Se quase a metade dos hospitais analisados não consegue determinar quando será o atendimento, cada paciente que depende do serviço público é capaz de contar cada minuto que precisa esperar para cuidar da própria saúde

Publicado em 18 de Abril de 2024 às 01:00

Públicado em 

18 abr 2024 às 01:00

Colunista

Espera por exames e consultas
Espera por exames e consultas Crédito: Arte - Geraldo Neto
É incontestável a relevância do levantamento do Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCES) que flagrou que, em uma amostra de 35 hospitais públicos (municipais e estaduais) do Estado, 45% não monitoram e, por isso, desconhecem o tempo de espera  para agendar consultas em atendimentos ambulatoriais e exames médicos.
Afinal, é um indicativo da qualidade da saúde pública. “Aguardo há um ano e três meses para agendar uma consulta com um oftalmologista”, relatou um ouvinte da CBN Vitória. 
Ora, se quase a metade dos hospitais analisados não consegue determinar o tempo necessário, é certo que cada paciente que depende do serviço público é capaz de contar cada minuto que precisa esperar para cuidar da própria saúde. Essa demora é desumana, sobretudo diante das vulnerabilidades de pacientes que buscam tratamento. O impacto na própria saúde acaba sendo inevitável.
Como apontou a colunista Vilmara Fernandes, o monitoramento desses prazos é fundamental  para verificar se os hospitais estão cumprindo a legislação (Resolução CIB/SUS-ES n°072/2022), que estipula um período de 15 e 60 dias de espera, conforme a classificação de risco.
O remédio que anda faltando é gestão. Minimamente, é precisco conhecer as próprias falhas para poder começar a saná-las. E esses hospitais que ignoram uma informação tão essencial para o seu próprio funcionamento não conseguem oferecer um serviço de qualidade. Os serviços prestados ficam cronicamente comprometidos. Quem sofre é a população.
O Tribunal de Contas chegou a sugerir que o relatório fosse arquivado, o que foi justificado à coluna de Vilmara Fernandes como parte do rito processual. A Corte garantiu que o desempenho dos hospitais públicos será avaliado em uma auditoria. É importante que seja realizada uma investigação ampla e transparente, visto que uma parte do relatório,  com os riscos levantados e a pontuação obtida por cada um dos hospitais, está em sigilo.
Aguardar em uma fila sem que haja qualquer previsão de atendimento adoece ainda mais as pessoas. O sistema de saúde, com o empenho das autoridades, precisa buscar a própria cura, para poder prestar o serviço com a qualidade e a dignidade que a população, que paga seus impostos, merece.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Trump diz que EUA vão pausar operação de escolta de navios no estreito de Ormuz
Imagem de destaque
'Não somos só notícia, somos pessoas': o apelo dos passageiros presos em cruzeiro com surto de hantavírus
Imagem de destaque
O que se sabe sobre ataque a tiros que deixou duas pessoas mortas em escola no Acre

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados