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Efeito coronavírus

Rombo nas contas públicas deve chegar a R$ 700 bi em 2020, diz Mansueto

Secretário do Tesouro diz que dívida pública deve alcançar cerca de 9% do PIB devido aos gastos por conta da pandemia da Covid-19

Publicado em 14 de Maio de 2020 às 16:37

Redação de A Gazeta

Publicado em 

14 mai 2020 às 16:37
O rombo nas contas públicas deve chegar a R$ 700 bilhões neste ano, ou cerca de 9% do Produto Interno Bruto (PIB), por causa dos gastos associados à pandemia do novo coronavírus, afirmou nesta quinta-feira (14) o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida.
Mansueto Almeida
Mansueto Almeida, secretário do Tesouro,  falou em conferência  sobre o impacto da pandemia nas contas do setor público Crédito: Geraldo Magela/Agência Senado
Em videoconferência na Comissão Mista de Acompanhamento das Medidas relacionadas ao Coronavírus, Mansueto falou sobre o impacto da pandemia nas contas do setor público.
Há um mês, o secretário havia estimado o rombo em R$ 600 bilhões, enquanto no final de março o valor estava em R$ 400 bilhões. No Orçamento de 2020, o déficit projetado era de R$ 124 bilhões.
Mansueto lembrou que no ano passado as contas do setor público tiveram um rombo de R$ 61,9 bilhões, o melhor resultado desde 2014.
"Neste ano, a nossa melhor expectativa é que esse rombo vai crescer para algo como mais ou menos R$ 600 bilhões, algo como 8% do PIB", afirmou. "Eventualmente será ainda maior. Eventualmente essa conta pode chegar até R$ 700 bilhões e passar de 9% do PIB."
Para o secretário, o país precisa controlar a trajetória da dívida para dar segurança aos investidores.
Mansueto também falou sobre a regra de ouro, que impede o governo federal de se endividar para pagar despesas obrigatórias, como Previdência Social e benefícios assistenciais.
O secretário afirmou que até o fim do governo de Jair Bolsonaro (sem partido), em 2022, não será possível cumprir a regra de ouro.
"O governo não conseguirá cumprir regra de ouro neste ano, não conseguirá cumprir em 2021 e não conseguirá cumprir em 2022, nem tampouco 2023, porque o buraco fiscal ficou muito grande", afirmou. "O Brasil não cumprirá a regra de ouro até o final deste governo e talvez não cumprirá no início do próximo também."
A equipe do ministro Paulo Guedes (Economia) tem demonstrado preocupação com o efeito da pandemia sobre a atividade econômica brasileira.
Projeções realizadas pelo Ministério da Economia identificam forte retração na atividade a partir de julho, com impactos no mercado de trabalho e riscos para a estabilidade social.
A cada semana de isolamento social por causa do novo coronavírus, o PIB do país deve registrar uma perda imediata de R$ 20 bilhões, aponta estudo do Ministério da Economia.
A projeção oficial para o PIB (Produto Interno Bruto) deste ano foi revisada de uma alta de 0,02% para retração de 4,7%.

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