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Previsões para inflação sobem de 8,51% para 8,59% em 2021, projeta Focus

Os economistas mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica da economia) no fim de 2021 em 8,25%

Publicado em 11/10/2021 às 10h49
Banco Central do Brasil
Banco Central do Brasil. Crédito: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Após o resultado do IPCA - o índice oficial de preços - de setembro, a projeção do mercado financeiro para a inflação em 2021 passou de 8,51% para 8,59%, acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central (BC), conforme o Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira, 11. Há um mês, estava em 8,00%. A projeção para o índice em 2022 foi de 4,14% para 4,17%. Quatro semanas atrás, estava em 4,03%.

Considerando apenas as 45 respostas nos últimos cinco dias úteis, a projeção para o IPCA de 2021 passou de 8,70% para 8,71% Para 2022, também foram feitas 45 atualizações nos últimos cinco dias, com a estimativa variando de 4,12% para 4,17%.

O relatório Focus trouxe ainda a expectativa para o IPCA em 2023, que seguiu em 3,25%. No caso de 2024, a previsão permaneceu em 3,00%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 3,25% e 3,03%, respectivamente.

O IPCA acelerou de 0,87% em agosto para 1,16% em setembro, abaixo da mediana de 1,25% da pesquisa do Projeções Broadcast, mas dentro do intervalo de 1,02% e 1,33%. Foi a maior taxa para o mês desde 1994 (1,53%).

A projeção dos economistas para a inflação segue bem acima do teto da meta de 2021, de 5,25%. O centro da meta para o ano é de 3,75%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). A meta de 2022 é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (de 2,00% a 5,00%), enquanto o parâmetro para 2023 é de inflação de 3,25%, com margem de 1,5 ponto (de 1,75% a 4,75%). Já para 2024 a meta é de 3,00%, com margem de 1,5 ponto (de 1,5% para 4,5%).

Os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão para o IPCA em outubro de 2021, de alta de 0,55% para 0,56%, conforme o Relatório de Mercado Focus. Um mês antes, o porcentual projetado era de 0,44%.

Para novembro, a projeção no Focus foi mantida em alta de 0,40%. O relatório ainda trouxe pela primeira vez a mediana para o IPCA de dezembro, que foi mantida em 0,60%. Há um mês, os porcentuais indicavam elevações de 0,40% e 0,55%, nesta ordem.

A inflação suavizada para os próximos 12 meses passou de alta de 4,72% para 4,56% de uma semana para outra - há um mês, estava em 4,75%.

Câmbio para 2021 passa de R$ 5,20 para R$ 5,25, aponta Focus

o relatório do BC também trouxe alterações para o cenário da moeda norte-americana em 2021. A mediana das expectativas para o câmbio no fim de período passou de R$ 5,20 para R$ 5,25, ante R$ 5,20 de um mês atrás. Para 2022, a estimativa para o câmbio foi mantida em R$ 5,25, de R$ 5,20 há quatro semanas.

A projeção anual de câmbio publicada no Relatório Focus passou a ser calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não mais no valor projetado para o último dia útil de cada ano A mudança foi anunciada em janeiro passado pelo Banco Central. Com isso, a autarquia espera trazer maior precisão para as projeções cambiais do mercado financeiro.

Selic no fim de 2021 permanece em 8,25% ao ano, prevê Focus

Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica da economia) no fim de 2021, em 8,25%. Há um mês, estava em 8,00%. Já a estimativa para o fim de 2022 subiu de 8,50% para 8,75%, ante 8,00% de um mês antes.

Considerando apenas as 38 respostas nos últimos cinco dias úteis, a expectativa para a Selic no fim de 2021 permaneceu em 8,25%. Já para 2022, a mediana continuou em 9,00%, considerando as 37 atualizações dos últimos cinco dias úteis.

A estimativa para a taxa Selic no fim de 2023 baixou de 6,75% para 6,50%, mesmo número de há quatro semanas. Para 2024, seguiu em 6,50%, como há um mês.

Em setembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) subiu pela quinta vez consecutiva a Selic e manteve o ritmo ao elevá-la em 1,00 ponto porcentual, para 6,25% ao ano. Ao mesmo tempo, o colegiado sinalizou um novo aumento de mesma magnitude para a próxima reunião, nos dias 26 e 27 de outubro.

Segundo o comitê, a manutenção do atual ritmo associada ao aumento da magnitude do ciclo para patamar significativamente contracionista "é a estratégia mais apropriada para assegurar a convergência da inflação para as metas de 2022 e 2023". Além disso, em declarações recentes, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, destacou que o Copom avalia que o nível final dos juros básicos da economia são mais importantes do que o ritmo para alcançar o cumprimento da meta. Campos Neto sinalizou ainda que o BC segue "olhando para 2022".

Projeção do Focus para alta do PIB de 2021 permanece em 5,04%

O Relatório de Mercado Focus divulgado na manhã desta segunda-feira, 11, mostrou manutenção na previsão para a mediana para Produto Interno Bruto (PIB) de 2021 em 5,04%, mesma estimativa de quatro semanas atrás. Para 2022, a previsão de expansão do PIB passou de 1,57% para 1,54%. Quatro semanas atrás, estava em 1,72%.

Considerando apenas as 28 respostas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa para a PIB no fim de 2021 passou de 5,09% para 5,01%. Para 2022, foram feitas 28 atualizações nos últimos cinco dias, com a estimativa avançando de 1,55% para 1,49%.

Para 2023, a projeção de crescimento permaneceu em 2,20%, de 2,30% há um mês. Já para 2024, a estimativa baixou de 2,50% para 2,46%, ante 2,50% de quatro semanas atrás.

O Banco Central deixou de publicar, no documento do Focus, as projeções para a produção industrial, devido à pouca quantidade de respostas para esse indicador.

O Focus também mostrou hoje que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2021 passou de 60,95% para 60,90%. Há um mês, estava em 61,00%. Para 2022, a expectativa passou de 62,95% para 62,80%, ante 62,60% de um mês atrás.

O relatório trouxe ainda alteração na relação entre o déficit primário e o PIB este ano, que passou de 1,50% para 1,40%. No caso de 2022, a estimativa foi mantida em 1,00%. Há um mês, os porcentuais estavam em 1,53% e 1,10%, respectivamente.

Já a relação entre déficit nominal e PIB em 2021 passou de 5,75% para 5,70%, conforme as projeções dos economistas do mercado financeiro. Para 2022, variou de 6,36% para 6,35%. Há quatro semanas, essas relações estavam em 6,10% e 6,05%, nesta ordem.

O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. Já o resultado nominal reflete o saldo já após as despesas com juros

Os economistas do mercado financeiro mantiveram a projeção para a balança comercial em 2021 na pesquisa Focus, de superávit comercial de US$ 70,00 bilhões. Um mês atrás, a previsão era de US$ 71,00 bilhões. Para 2022, a estimativa de superávit seguiu em US$ 63,00 bilhões, mesmo montante previsto há um mês.

Recentemente, o governo diminuiu a estimativa para o saldo comercial em 2021 de US$ 105,3 bilhões para US$ 70,9 bilhões. Ainda assim, o número permanece 34,3% superior ao de 2020.

No caso da conta corrente do balanço de pagamentos, a previsão contida no Focus para 2021 foi de déficit de US$ 2,00 bilhões para US$ 3,00 bilhões, ante US$ 1,58 bilhão de um mês antes. Para 2022, a projeção de rombo nas contas externas passou de US$ 18,55 bilhões para US$ 19,50 bilhões. Um mês atrás, o déficit projetado era de US$ 18,10 bilhões.

Para os analistas consultados semanalmente pelo BC, o ingresso de Investimento Direto no País (IDP) será suficiente para cobrir o resultado deficitário nestes anos. A mediana das previsões para o IDP em 2021 foi de US$ 50,50 bilhões para US$ 51,00 bilhões. Há um mês, estava em US$ 51,15 bilhões. Para 2022, a expectativa continuou em US$ 62,00 bilhões, ante US$ 60,50 bilhões de um mês antes.

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