Publicado em 21 de setembro de 2021 às 14:48
Como parte de estratégia global para compensar suas emissões de carbono, a petroleira anglo-holandesa Shell prevê R$ 3 bilhões em investimentos em projetos de energia no país até 2025, com foco em usinas solares. >
Os planos foram apresentados nesta terça-feira (21) em entrevista para divulgar a nova marca da companhia no segmento, Shell Energy, que ficará responsável por produzir e comercializar energias renováveis e gás natural. >
"A marca dá suporte à estratégia da Shell de zerar suas emissões líquidas até 2050", disse o diretor de Renováveis e Soluções de Energia da Shell Brasil, Guilherme Perdigão. >
Maior produtora privada de petróleo no país e sócia da segunda maior distribuidora de combustíveis, a Raízen, a Shell anunciou em julho seu primeiro projeto de energia solar no Brasil, em parceria com a siderúrgica Gerdau. >
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Juntas, as duas investirão em uma usina no norte de Minas Gerais com potência de 190 MW (megawatts). No momento, a carteira de projetos da Shell no setor soma 2,7 GW (gigawatts) e a meta é atingir a marca de 5 GW até 2025. >
O processo esbarra, porém, em restrições de acesso à rede de transmissão, hoje pressionada pelo elevado número de projetos renováveis no país, diz a gerente de Desenvolvimento de Energias Renováveis da companhia, Gabriela Oliveira. >
A Shell Energy quer atuar também no segmento de eólicas, com foco nas usinas instaladas no mar, conhecidas como eólicas offshore - fonte que vem crescendo na Europa e nos Estados Unidos, mas ainda sem regulamentação no Brasil. >
"É um segmento novo e a gente está muito ansioso para entender o decreto que o governo vai divulgar até o fim do ano para estabelecer um marco regulatório para essa fonte limpa e renovável", disse Oliveira. >
Na carteira de investimentos em energia, está ainda a conclusão e possível ampliação da térmica Marlim Azul, que a empresa constrói em Macaé, no norte fluminense, com capacidade para gerar 560 MW. >
O projeto tem início de operações previsto para 2023, mas a companhia já pensa em disputar o próximo leilão de energia térmica do governo, que ocorrerá no fim do ano, com uma ampliação da usina. >
No negócio de gás, há planos ainda de construir um terminal de importação do combustível como parte da estratégia de buscar novos clientes com a abertura do mercado nacional. Em agosto, a companhia assinou acordo com a distribuidora pernambucana Copergás para fornecer parte da demanda do estado. >
Com a redução da fatia da Petrobras no segmento, a expectativa é que se abram novas oportunidades para outros fornecedores, tanto empresas que produzem gás no Brasil quanto empresas dispostas a importar o combustível.>
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