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Impactos Covid-19

Não há mais espaço para postergar a reabertura da economia, insiste Bolsonaro

Acompanhado de empresários e do ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente falou com jornalistas na saída do Supremo Tribunal Federal (STF)

Publicado em 07 de Maio de 2020 às 14:42

Redação de A Gazeta

Publicado em 

07 mai 2020 às 14:42
Presidente Jair Bolsonaro
Presidente Jair Bolsonaro Crédito: Marcos Corrêa/PR
O presidente da República, Jair Bolsonaro, declarou nesta quinta-feira, 7, que não há mais espaço para postergar a reabertura da economia. Acompanhado de empresários e do ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente falou com jornalistas na saída do Supremo Tribunal Federal (STF), onde se reuniram de última hora com o presidente Dias Toffoli.
"A indústria, a atividade comercial está na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Não há mais espaço para postergar", afirmou Bolsonaro.
O presidente recebeu nesta quinta no Planalto o representantes da indústria e em seguida foi ao Supremo. "Há dois meses eu venho falando que a economia não pode parar porque a economia também é vida", disse.
Bolsonaro destacou que o posicionamento da indústria é que "abertura gradual e responsável tem que começar o mais rápido possível". Se isso não acontecer, o presidente afirmou que "fica impossível (o País) voltar a ser o que era em janeiro do corrente ano".
Repetindo o que disse na reunião não programada com Toffoli, Bolsonaro afirmou ainda que a responsabilidade de combate à crise do novo coronavírus é uma responsabilidade de todos, e citou: "Executivo, Legislativo, Judiciário, governadores, prefeitos, empresários."

Demanda 

"Nós da indústria, além do enfrentamento da covid-19, estamos enfrentando uma severa, profunda crise de demanda", afirmou Marco Polo de Mello Lopes, presidente-executivo do Instituto Aço Brasil e coordenador da Coalizão Indústria, que falou em nome dos empresários na reunião.
O impacto na demanda foi causado pelas decisões sobre o fechamento "da ponta do comércio", segundo o empresário.
Marco Polo destacou que, de março para abril, as vendas caíram 50% e a indústria, de maneira geral, opera com 60% de ociosidade "A indústria está na UTI e precisa sair. Para sair, precisa que ocorram as flexibilizações de maneira que a roda volte a rodar", disse.

'Engrenagem econômica'

Em concordância, o ministro Paulo Guedes reforçou que "embora preservados os sinais de vida" da indústria e comércio, a economia "do ponto de vista de organização e engrenagem econômica" se encaminha para a UTI.
Ele alertou para o risco de desorganização da produção brasileira nos próximos 30 dias. "O alerta que eles (representantes da indústria) deram é muito importante. Embora haja proteção e o povo ainda tenha o dinheiro na mão, daqui a 30 dias pode ser que comece a falta (abastecimento) nas prateleiras "
Guedes afirmou ainda que em um cenário de produção desorganizada, o País pode "entrar em um sistema não só de colapso econômico, mas de desorganização social".
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