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Presidente do STF

Na Câmara, Toffoli se põe à disposição de deputados para destravar obras

Em meio a um movimento de aproximação do Congresso, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias Toffoli, esteve na Câmara na tarde desta terça-feira (2)

Publicado em 02 de Julho de 2019 às 19:43

Publicado em 

02 jul 2019 às 19:43
Na Câmara, Toffoli se põe à disposição de deputados para destravar obras Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil | Arquivo
Em meio a um movimento de aproximação do Congresso, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias Toffoli, esteve na Câmara na tarde desta terça-feira (2) para a instalação de uma comissão externa de deputados que vai acompanhar a execução de grandes obras inacabadas pelo país.
Toffoli disse que o Poder Judiciário está à disposição dos deputados para contribuir com o desenvolvimento econômico dando prioridade e celeridade aos processos de obras que estão paralisadas por causa de decisões judiciais.
Como a Folha de S.Paulo noticiou nesta terça, Toffoli intensificou encontros com parlamentares e partidos fora de sua agenda oficial num esforço para blindar o Supremo de ações que visam combater o que políticos chamam de "ativismo judicial". Para parte dos parlamentares, o STF tem usurpado as atribuições do Legislativo em alguns temas.
Em maio, Toffoli propôs ao presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), e aos presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP), a assinatura de um pacto entre os Poderes para fazer avançar projetos como o da reforma da Previdência.
O CNJ (Conselho Nacional de Justiça), também presidido por Toffoli, já havia firmado parceria com o TCU (Tribunal de Contas da União) e com a Atricon (Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil) para identificar obras paradas e inacabadas em todo o país.
Segundo o ministro do TCU Vital do Rêgo, que também esteve na Câmara nesta terça, há mais de 14 mil obras nessa situação.
"As pendências judiciais não representam a principal motivação de paralisação de obras públicas", destacou Toffoli. "De acordo com o TCU, somente 3% das paralisações das grandes obras federais envolvem decisões judiciais. Já no levantamento da Atricon, que envolve obras estaduais e municipais, esse índice cai para 1,2%."
Mesmo assim, o ministro disse que o Judiciário não pode fugir de suas responsabilidades e afirmou que dará prioridade ao tema com metas nacionais, estipuladas pelo CNJ, para solucionar esses processos.
"O diagnóstico do CNJ deve ser concluído até o próximo mês. Desde já podemos destacar que existem 2.115 obras paralisadas relacionadas à área de educação, sendo que, dessas, 728 são relativas à educação infantil, creches ou pré-escolas", disse. Essas obras, segundo Toffoli, estão entre as que devem ser priorizadas.
Ainda segundo o ministro, 75% das obras paradas por decisão judicial estão em sete estados: Bahia, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
O ministro Vital do Rêgo disse que cabe ao Legislativo priorizar as que devem ser retomadas primeiro. "O TCU vai continuar trabalhando com o Congresso Nacional, agora com a supervisão e o apoio do STF e do CNJ, para que possamos criar uma lista de prioridade. São 14 mil obras. Não temos orçamento para todas, temos que eleger prioridades. E essas prioridades quem tem que eleger é o Legislativo", afirmou.

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