Publicado em 9 de agosto de 2022 às 15:57
SÃO PAULO - Uma alemã de 29 anos abdica de uma herança de cerca de 4 bilhões de euros (aproximadamente R$ 21 bilhões, ao câmbio de hoje) porque não quer ser muito rica.>
Marlene Engelhorn é descendente dos fundadores da empresa Basf, que em 2021 teve uma receita de 78 bilhões de euros. Desde o ano passado, ela tem recebido destaque na mídia europeia por rejeitar 90% do patrimônio a que tem direito, segundo o jornal espanhol La Vanguardia.>
Isso porque ela integra um movimento formado por herdeiros de grandes fortunas que defende uma maior redistribuição de riqueza e o aumento de impostos para milionários, o Taxmenow ("taxe-me já", em inglês).>
"Como alguém que desfrutou dos benefícios da riqueza durante toda a minha vida, sei como nossa economia está distorcida e não posso ficar sentada esperando por alguém, em algum lugar para fazer algo", disse ela à BBC durante um protesto no Fórum Econômico Mundial, em Davos, em maio deste ano.>
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A avó de Marlene, Traudl Engelhorn, hoje ocupa a posição 687 no ranking das pessoas mais ricas do mundo, da revista Forbes. Em entrevistas, a jovem não se esquiva do rótulo de "menina rica". Ela reconhece que, por ter nascido em uma família de posses, teve facilidades que nem todos podem ter.>
Contudo, Marlene Engelhorn considera que ninguém deve acumular grandes quantias de dinheiro enquanto houver desigualdade evidente na sociedade. "Não é uma questão de vontade, mas de justiça. Não fiz nada para receber este legado. Isso é pura sorte na loteria de nascimento e pura coincidência", disse.>
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