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Serviço postal

Governo vai propor revisão de monopólio dos Correios nas próximas semanas

Secretária de Guedes afirma que projeto de lei será enviado ao Congresso, com objetivo de liberar empresas privadas a prestarem o serviço após uma regulamentação do tema

Publicado em 18 de Agosto de 2020 às 16:53

Redação de A Gazeta

Publicado em 

18 ago 2020 às 16:53
A secretária especial do PPI (Programa de Parcerias de Investimento) do Ministério da Economia, Martha Seillier, afirmou que o governo deve enviar nas próximas semanas ao Congresso um projeto de lei para rever o monopólio dos Correios no serviço postal.
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Agência dos Correios: governo vai propor regulamentação Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Segundo ela, o objetivo é liberar empresas privadas a prestarem o serviço após uma regulamentação do tema. "Precisa da regulamentação do monopólio postal, previsto na Constituição", disse em evento virtual promovido pelo banco Santander.
Seillier diz que o Ministério da Economia conversa com o ministro das Comunicações, Fábio Faria, sobre o tema. "O governo está trabalhando para encaminhar ao Congresso uma regulamentação sobre como o serviço pode ser prestado por um parceiro privado ou alguns parceiros privados, [para] garantir a universalização do serviço e a modicidade das tarifas no âmbito da prestação privada", disse.
Ela afirmou que o objetivo da equipe econômica é avançar em privatizações, e que para isso vai precisar de um diálogo amplo com o Congresso. Um exemplo é a Eletrobras. O governo quer abrir mão do controle da empresa.
Outras empresas também demandam de aval dos parlamentares para serem vendidas, como é o caso do Banco do Brasil e da Caixa. A eventual privatização da PPSA, estatal que representa a União na administração dos contratos de partilha do pré-sal, também demandará medidas legislativas.
Para ela, mesmo privatizações que não precisam de aval do Congresso demandam uma série de medidas. "É um processo rápido? Não é, nunca foi e nunca será, mas é factível", disse.
A secretária ainda defendeu o governo de críticas sobre a demora nas privatizações, acentuadas por declarações de Salim Mattar, ex-secretário de Desestatização do Ministério que afirma que as vendas não foram adiante por falta de vontade política do "establishment".
Colegas de Mattar, no entanto, diziam que a postura do secretário com seu pouco jogo de cintura atrapalhava o processo.
"Falar que não é prioridade do governo a agenda privatizações é olhar de maneira míope o processo que está ocorrendo de forma impressionante. Cada vez que uma empresa é incluída no plano de desestatização, começa a ter uma série de consequências, críticas, questionamentos. A gente vê no Congresso uma série de decretos legislativos tentando impedir", disse a secretária.

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