Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Economia
  • Governo federal prevê Auxílio Brasil de R$ 400 até o final de 2022
Novo Bolsa Família

Governo federal prevê Auxílio Brasil de R$ 400 até o final de 2022

Novo programa do governo deve  beneficiar cerca de 17 milhões de famílias; técnicos do Ministério da Economia avaliam qual será a fonte de receita

Publicado em 19 de Outubro de 2021 às 10:22

Agência FolhaPress

Publicado em 

19 out 2021 às 10:22
Dinheiro do auxílio emergencial
Governo federal avalia aumentar valor do benefício social Crédito: Silmara Gonçalves
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) determinou que o Auxílio Brasil chegue a R$ 400, valor superior aos R$ 300 do auxílio emergencial. O valor deve ser pago até o fim de 2022.
O benefício pago na pandemia acaba no próximo dia 31. Como a Folha mostrou, a indefinição para uma saída do novo programa social aumentou a pressão sobre o ministro da Economia Paulo Guedes nos últimos dias.
Em reunião na tarde de segunda-feira (18) no Palácio do Alvorada, ficou decidido que não haverá prorrogação do auxílio emergencial, como o chefe do Executivo havia sinalizado mais cedo.
O governo deve editar uma medida provisória para estabelecer uma parcela adicional e chegar ao valor do ticket pago hoje. Segundo interlocutores do presidente, há espaço no orçamento do Bolsa Família para pagar os R$ 300 neste ano a 17 milhões de pessoas.
O desafio é chegar ao novo valor determinado pelo presidente. Técnicos da Economia agora se debruçam para encontrar uma fonte. Há uma possibilidade grande, segundo auxiliares, de que o custo para aumentar ainda mais o valor do sucessor do Bolsa Família fiquem de fora do teto de gastos, medida rechaçada por Guedes.
Na reunião de segunda, Bolsonaro disse estar ciente dos riscos de furar o teto e de aumentar a inflação disponibilizando mais recursos para o programa social, mas foi incisivo ao determinar que os técnicos cheguem ao valor desejado.
A ala política do governo também defende o pagamento de valor maior para o novo programa social. Para o presidente, com inflação de quase 10%, o benefício de R$ 300 é considerado baixo demais.
Em cerimônia em São Roque (MG), na manhã de segunda-feira (18), Bolsonaro já havia dito, sem entrar em maiores detalhes, que "está batido o martelo no seu valor". No fim de semana, ele se encontrou com Guedes, Roma, Onyx Lorenzoni (Trabalho e Previdência) e Pedro Guimarães (Caixa Econômica) para discutir o tema.
"Se Deus quiser, nós resolveremos esta semana a extensão do auxílio emergencial, como devemos resolver também esta semana a questão do preço do diesel", disse, no evento.
O preço dos combustíveis também foi tema discutido pelos técnicos em reunião no Palácio do Alvorada. O presidente também quer que a equipe econômica dê uma solução para diminuir o preço, em especial, do diesel.
O plano para pagar o auxílio no próximo ano depende ainda da aprovação da reforma do Imposto de Renda, que servirá de fonte de compensação para o novo gasto, além de uma abertura no Orçamento por meio da limitação de gastos com precatórios -dívidas do governo reconhecidas pela Justiça.
Mesmo membros do Ministério da Economia argumentam que o país não pode ficar sem um sistema de assistência social reforçado e dizem que a ausência de uma iniciativa nesse sentido seria um crime.
O argumento é que além da perda de renda dos mais pobres provocada pela pandemia, a aceleração da inflação precisa ser compensada de alguma forma para trazer alívio à população vulnerável.
Com o imbróglio do programa social caminhando para uma definição, a pressão que o Planalto vinha fazendo sobre Paulo Guedes tende a diminuir.
De acordo com interlocutores da ala política, houve mudança de postura da equipe econômica, que passou a admitir soluções como furar o teto de gastos.
A Folha noticiou que o Palácio do Planalto vinha aumentando a pressão em Paulo Guedes por conta da indefinição do auxílio.
Chegou a circular, inclusive, rumor de demissão do ministro e de um nome do ex-secretário do Tesouro Mansueto Almeida como "plano B" como eventual sucessor.
A interlocutores, o economista-chefe do banco BTG Pactual tem negado que tenha sido sondado, mas mesmo assim mantém conversas com o Planalto, assim como ministérios e o Congresso.
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Quase mil pessoas são presas após confrontos em mais um dia de protestos em massa na França
Imagem de destaque
Pesquisa mostra vantagem de Pazolini, mesmo com esforço de Ricardo, diz diretor da Quaest
A Gazeta terá cobertura em tempo real para o segundo turno das Eleições 2026
2º turno das Eleições 2026: acompanhe a votação no ES em tempo real

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.