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Mudança

Governo demite presidente do INSS e servidora de carreira assume cargo

Avaliação é que o combate às fraudes já está encaminhado e que agora é necessário focar no enfrentamento às filas nas agências
Estadão Conteúdo

Publicado em 

13 abr 2026 às 15:06

Publicado em 13 de Abril de 2026 às 15:06

Ana Cristina Viana Silveira assume a presidência do INSS no lugar de Gilberto Waller
Ana Cristina Viana Silveira assume a presidência do INSS no lugar de Gilberto Waller Crédito: MPS/ Divulgação
O governo Lula decidiu trocar o comando do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), demitindo o procurador federal Gilberto Waller Júnior e nomeando para o cargo Ana Cristina Viana Silveira, servidora de carreira do órgão.
A avaliação dentro do ministério é que o combate às fraudes nos descontos associativos já está encaminhado, com operações avançadas para identificar e punir os responsáveis, e que agora seria necessário voltar a focar no enfrentamento da fila do INSS, que bateu 2,7 milhões de pessoas em março.
Waller foi nomeado presidente do INSS no final de abril do ano passado. Ele substituiu Alessandro Stefanutto, que pediu demissão após ser afastado pela Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal naquele mês para investigar fraudes bilionárias em descontos de aposentadorias e pensões.
Ao longo dos 11 meses em que ficou à frente do órgão, Waller teve alguns atritos com o ministro da Previdência, Wolney Queiroz. Em novembro, por exemplo, o então presidente do INSS pediu ao ministro o afastamento da servidora Léa Bressy da função de sua substituta no órgão.
Em seu pedido, ele citou suposta proximidade da servidora com Stefanutto. Na ocasião, o ministro pediu a Waller provas de crimes, irregularidades ou desvios éticos que fundamentassem a saída de Léa.
Ana Cristina Viana Silveira é indicação de Wolney, que decidiu permanecer no governo, em vez de disputar algum cargo eletivo em outubro. Com isso, o ministro ganhou carta branca para compor sua equipe.
Missão
Silveira terá como missão reduzir a fila do INSS e reorganizar o ambiente interno do órgão, que era considerado muito tensionado por causa da gestão de Waller.
Também havia uma leitura de que o ex-presidente do órgão só priorizava uma medida para acabar com a fila, que era a concessão de bônus para peritos.
Além disso, o aumento da fila não era considerado proporcional ao número de requerimentos protocolados solicitando benefícios, o que gerou críticas à atuação de Waller.
A mudança busca ainda evitar o desgaste que o aumento da fila do INSS poderia provocar na campanha à reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em março, a fila caiu de 3,1 milhões para 2,7 milhões. A média de novos pedidos foi de 61 mil por dia, superando a média de 59 mil registrada em fevereiro.

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