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Crise

FMI corta projeção para o PIB do Brasil em 2020 para recuo de 9,1%

O ambiente externo ficou negativo com a crise internacional gerada pela Covid-19, o que abalou o fluxo de capitais para emergentes e os preços de commodities

Publicado em 24 de Junho de 2020 às 11:07

Redação de A Gazeta

Publicado em 

24 jun 2020 às 11:07
Queda no PIB
No Brasil, o déficit nominal deverá atingir 16% do PIB neste ano, acima dos 9,4% estimados em abril Crédito: Pixabay
A evolução da pandemia do coronavírus levou o Fundo Monetário Internacional (FMI) a piorar a projeção de queda do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2020, de -5,3% em abril para -9,1% agora, de acordo com as atualizações de previsões divulgadas pelo documento Perspectiva Econômica Mundial. Para 2021, o FMI elevou a estimativa de crescimento de 2,9% para 3,6%
Dois fatores relacionados diretamente com a doença foram determinantes para a deterioração da estimativa para o PIB deste ano: um deles foi o abalo na economia doméstica provocado pela enfermidade, que inclusive provocou efeitos muito ruins na confiança de consumidores e de empresários.
Além disso, o ambiente externo ficou negativo com a crise internacional gerada pela Covid-19, o que abalou o fluxo de capitais para emergentes e os preços de commodities.
"Na América Latina, onde muitos países continuam lutando para conter infecções, as duas maiores economias, Brasil e México, têm estimativa de contração de 9,1% e 10,5%, respectivamente em 2020", apontou o Fundo.
De forma inédita, o FMI também divulgou uma atualização dos indicadores de contas públicas do documento Monitor Fiscal, divulgado em abril.
Como a crise global é profunda e demandou uma elevação substancial dos gastos de governos, que atingiu US$ 10,7 trilhões para atender as demandas de saúde pública e para evitar que o nível de atividade entrasse em depressão, ocorreu um aumento generalizado para o déficit nominal e dívida pública bruta dos países-membros do Fundo.
No caso do Brasil, o déficit nominal deverá atingir 16% do PIB neste ano, acima dos 9,4% estimados em abril. Em relação a 2021, o indicador atingirá 5,9% do PIB, pouco abaixo dos 6,1% previstos há dois meses.
Nesse contexto, a dívida pública bruta deverá superar os 100% do PIB neste ano e no próximo. Para 2020, deve atingir 102,3% do PIB, nível maior que os 98,2% projetados em abril. Em relação a 2021, haverá uma redução, mas atingirá 100,6% do Produto Interno Bruto, acima dos 98,2% da estimativa anterior.
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