Sair
Assine
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Economia
  • Fim da quarentena pode prolongar crise econômica, diz investidor
Coronavírus

Fim da quarentena pode prolongar crise econômica, diz investidor

Para o investidor Lawrence Pih, 'se não continuamos com uma quarentena relativamente rigorosa, vai aumentar o contágio e o processo de abertura será mais lento'

Publicado em 02 de Junho de 2020 às 12:25

Redação de A Gazeta

Publicado em 

02 jun 2020 às 12:25
Coronavírus tem provocado baixas na economia ao redor do mundo
Coronavírus tem provocado baixas na economia ao redor do mundo Crédito: Funtap - stock.adobe.com
A pressão de empresários pelo afrouxamento precoce da quarentena pode prolongar o sofrimento econômico, na opinião do investidor Lawrence Pih, que estima uma contração entre 8% e 10%? do PIB brasileiro neste ano, sem uma condução adequada das medidas para conter o contágio do coronavírus.
"É um interesse próprio. Eles não estão na linha de frente. Não têm que tomar transporte coletivo, onde o distanciamento social é impossível. É cômodo. Muitos [dos empresários que pedem reabertura] trabalham pela internet. Vamos imaginar o servidor público que trabalha na saúde. Esse enfrenta o risco todo dia", afirmou Pih na transmissão desta segunda (1º) do Ao Vivo em Casa, a série de lives da Folha de S.Paulo para debater questões da pandemia.
"Se não continuamos com uma quarentena relativamente rigorosa, vai aumentar o contágio e o processo de abertura será mais lento. É importante que neste momento a gente tome medidas mais drásticas. Vai desaquecer a economia? Sim. Vai ter redução de emprego? Sim. Entretanto, se não fizermos isso, o processo vai se alongar", ele afirma.
Pih, que foi um dos primeiros empresários a apoiar o PT nos anos 1980 e três décadas depois foi também um dos primeiros a criticar o governo Dilma Rousseff publicamente, afirma que a gestão Bolsonaro não está à altura dos desafios que o Brasil tem a enfrentar.
"Em nenhum momento nos meus 68 anos no Brasil eu presenciei uma situação em que três grande crises se juntam, a econômica, a política e a de saúde. O Brasil passa por uma situação bastante difícil. E é neste momento que precisamos de líderes que tenham visão de estadista. Este governo, infelizmente não está à altura dos desafios que o Brasil enfrenta hoje", afirma.
No final do ano passado, Pih previa um crescimento do PIB em torno de 1% para o Brasil em 2020. Hoje, ele espera contração entre 8% e 10% para o ano. Só será possível voltar aos níveis de renda per capita de 2019 daqui a cinco anos, segundo as estimativas dele.
Na avaliação do investidor, o governo precisa garantir a renda da população carente e prolongar o auxílio de R$ 600. "Neste momento temos que nos preocupar menos com as questões fiscais e focar mais na necessidade da população", afirma.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Homem de 32 anos foi salvo pelos guarda-vidas de Vila Velha
Banhista é resgatado após se afastar 1 km da areia na Praia da Costa
Região do Triângulo, na Praia do Canto, lotada durante jogo do Brasil na Copa
Estreia do Brasil na Copa do Mundo lota bares em Vitória
Catar x Suíça
Qatar arranca empate no fim contra Suíça em jogo agitado

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados