Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Economia
  • Dólar fecha outubro com alta do 2,13% e valorização no ano vai a 43%
Mercado Financeiro

Dólar fecha outubro com alta do 2,13% e valorização no ano vai a 43%

O dólar encerrou a sexta-feira em queda de 0,50% no mercado à vista, cotado em R$ 5,7380

Publicado em 30 de Outubro de 2020 às 18:11

Redação de A Gazeta

Publicado em 

30 out 2020 às 18:11
Câmbio em crise: Brasil tem dificuldades de controlar a alta do dólar
Câmbio em crise: Brasil tem dificuldades de controlar a alta do dólar Crédito: Pixabay
O dólar caiu nesta sexta-feira, mas fechou outubro acumulando alta de 2,13%, o terceiro mês seguido de ganhos. Em 2020, a valorização chega a 43%, a maior entre emergentes, e a moeda americana caiu somente em dois meses, maio e julho. Os especialistas esperam mais valorização da divisa dos Estados Unidos na semana que vem, por conta da proximidade das eleições americanas e, no radar, o risco de ter o resultado das urnas contestado. No Brasil, incertezas ficais devem ajudar a manter o câmbio pressionado no começo de novembro, até que o governo revele como pretende financiar seus programas sociais em 2021.
O dólar encerrou a sexta-feira em queda de 0,50% no mercado à vista, cotado em R$ 5,7380. No mercado futuro, o dólar com liquidação em dezembro, que passou a ser o mais líquido a partir desta data, tinha queda de 0,69% às 17 horas, cotado em R$ 5,7445.
Nesta sexta-feira, mesmo com a disputa do referencial Ptax, usado em contratos cambiais, o Banco Central fez novo leilão no mercado de dólares à vista, quando a divisa encostou em R$ 5,81 pouco antes de uma das janelas em que o BC faz a coleta de preços para a taxa. Somente esta semana, o BC injetou US$ 1,8 bilhão, níveis semelhantes ao começo de março, quando a pandemia chegava com força ao Brasil.
Os estrategistas do banco NatWest destacam que três pontos estão fazendo os investidores buscarem refúgio no dólar. Preocupações com a piora da economia mundial em meio ao crescimento dos casos de coronavírus na Europa e Estados Unidos e novas medidas de distanciamento social; proximidade das eleições americanas e impasse na aprovação de um pacote de estímulos.
No caso das eleições, Joe Biden ainda lidera nacionalmente, mas em Estados como Flórida, Carolina do Norte, Ohio e Georgia, a disputa com Donald Trump está bastante apertada. Nesse ambiente, cresce o temor de contestação dos resultados e a necessidade de recontagem.
O forte crescimento dos votos este ano pelo correio, destacam os analistas do TD Bank, indica crescente chance de o resultado da votação não sair na noite de terça-feira ou mesmo no dia seguinte. Com isso, pode-se esperar volatilidade nos mercados e busca de refúgio no dólar. No Brasil, como será feriado de Finados na segunda-feira, a cautela ainda é maior.
"Há riscos que tornam o real mais suscetível que outras moedas emergentes neste momento", ressalta a analista de mercados emergentes do banco alemão Commerzbank, You-Na Park-Heger. O primeiro deles é o fiscal, com o crescimento da dívida pública brasileira sem sinal de trégua e as reformas praticamente paradas no Congresso, destaca ela. Outro fator a pressionar o câmbio é o Banco Central mais dovish e sem inclinação a elevar os juros, em meio à avaliação de que a pressão inflacionária nas últimas semanas é temporária. "O real deve permanecer sob pressão para depreciação nas próximas semanas."

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Flávio Bolsonaro, senador
Flávio Bolsonaro promete criar 500 mil vagas em presídios em 4 anos e zerar déficit carcerário
A marca apresenta McOferta com blister de molho do Big Mac em edição limitada
Mcdonald’s traz grandes craques da Copa do Mundo em campanha com McOferta especial em copos exclusivos
Davi Alcolumbre, presidente do Senado, e senador Jacques Wagner
Alcolumbre é solidário a Jaques Wagner: 'Todos temos que ter presunção de inocência'

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados