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Tesouro Nacional

Dívida Pública sobe 1,57% e fecha agosto em R$ 5,480 trilhões, diz Tesouro

Houve uma emissão líquida de R$ 45,525 bilhões, o que significa que o Tesouro vendeu mais títulos para se financiar no mercado do que resgatou papéis já emitidos

Publicado em 27 de Setembro de 2021 às 15:52

Agência Estado

Publicado em 

27 set 2021 às 15:52
Economia, crise e desenvolvimento
O volume total das captações ficou abaixo da média dos últimos meses, ao todo, foram R$ 72,031 bilhões emitidos e R$ 26,505 bilhões resgatados. Crédito: Freepik
O estoque da Dívida Pública Federal (DPF) subiu 1,57% em agosto e fechou em R$ 5,480 trilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (27), pelo Tesouro Nacional. Em julho, o estoque estava em R$ 5,395 trilhões.
Houve uma emissão líquida de R$ 45,525 bilhões, o que significa que o Tesouro vendeu mais títulos para se financiar no mercado do que resgatou papéis já emitidos.
Ao todo, foram R$ 72,031 bilhões emitidos e R$ 26,505 bilhões resgatados.
O volume total das captações ficou abaixo da média dos últimos meses.
"Diante da volatilidade observada no mês de agosto, o Tesouro Nacional atuou com cautela, respeitando as condições de mercado, mantendo o caixa da dívida em posição confortável", informou o órgão.
A correção de juros no estoque da DPF, por sua vez, foi de R$ 37,37 bilhões no mês passado.
A DPF inclui a dívida interna e externa. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) subiu 1,59% em agosto e fechou o mês em R$ 5,237 trilhões. Já a Dívida Pública Federal externa (DPFe) ficou 1,09% maior no mês, somando R$ 243,51 bilhões ao fim do mês passado.

12 MESES

A parcela da DPF a vencer em 12 meses subiu de 22,72% em julho para 25,18% em agosto, informou o Tesouro Nacional. Nesse período, vão vencer R$ 1,380 trilhão em títulos da dívida.
Segundo o órgão, o perfil das emissões e a entrada da torre de maturação de agosto de 2022 no horizonte desse indicador influenciou o aumento.
O prazo médio da dívida pública federal, por sua vez, teve ligeira redução, de 3,77 anos para 3,73 anos.
O custo médio do estoque da DPF em 12 meses até agosto caiu e atingiu 7,55% ao ano, contra 7,64% em julho, influenciado pelo custo menor com a dívida externa.
O custo médio das novas emissões da dívida interna teve aumento na passagem do mês, de 6,09% ao ano para 6,44% ao ano no mês passado.

PARTICIPAÇÕES

A fatia dos investidores estrangeiros na dívida pública subiu em agosto, na esteira de um ingresso líquido de R$ 12,18 bilhões de não-residentes em papéis da dívida interna. De acordo com dados divulgados pelo Tesouro Nacional, a participação dos não residentes no Brasil no estoque da DPMFi passou de 9,67% em julho para 9,76% no mês passado.
O estoque de papéis nas mãos dos estrangeiros somou R$ 510,90 bilhões em agosto.
A maior participação no estoque da DPMFi, por sua vez, segue com instituições financeiras, que detêm 31,01% da DPMFi, segundo a posição de agosto. O estoque nas mãos dessas instituições está em R$ 1,623 trilhão.
Os fundos de investimentos também compraram mais papéis, mas perderam participação (de 24,22% para 24,06%). O estoque é de R$ 1,260 trilhão.
O grupo Previdência reduziu a participação de 22,33% para 21,96% de um mês para o outro, com um estoque de papéis R$ 1 bilhão menor.
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