Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Economia
  • Clínica é condenada a indenizar funcionária chamada de 'macumbeira' no ES
Racismo religioso

Clínica é condenada a indenizar funcionária chamada de 'macumbeira' no ES

A clínica pagará uma indenização de R$ 20 mil por danos morais. A empregada disse que sofreu perseguições da chefe, que chegou a chamar uma pastora para orar no local de trabalho
Agência FolhaPress

Publicado em 

09 abr 2024 às 16:52

Publicado em 09 de Abril de 2024 às 16:52

Uma clínica odontológica foi condenada pela Justiça do Espírito Santo a indenizar uma funcionária que foi chamada de 'macumbeira' e 'fedorenta'. A clínica odontológica de Vitória pagará R$ 20 mil a uma operadora de telemarketing. A indenização é por dano moral após a funcionária ser vítima de ofensas no trabalho. A informação foi divulgada na última quinta-feira (4) pela Justiça do Trabalho.
A empregada conta que sofreu perseguições e humilhações da chefe. Segundo ela, a supervisora fazia comentários sobre a roupa e cabelo dela, dizendo que ''estava fedendo'' e que era ''macumbeira''.  A chefe também chegou a chamar uma pastora para orar no local de trabalho. Após o momento de oração, a pastora teria dito que havia um ''clima pesado de trabalhos espirituais'' na empresa. A gestora afirmou que era devido à funcionária.
A operadora de telemarketing também era chamada de ''vagabunda'' e ''vaca''. Testemunhas disseram que a supervisora usava palavrões de ''brincadeira'' para falar com a funcionária.

Racismo religioso

O relator do processo Claudio Armando Couce de Menezes disse que a funcionária foi vítima de racismo religioso. A decisão destacou que a liberdade de consciência e de crença é direito fundamental, como consta no art. 5º, VI, da Constituição Federal. Para a juíza Denise Alves Tumoli Ferreira, questões relacionadas à religiosidade não devem ser motivo de chacota. Ela explica que os comentários reiteram ideias preconceituosas, principalmente no ambiente de trabalho, onde se passa a maior parte do dia.
A Justiça deve desempenhar um papel crucial na proteção dos direitos das comunidades religiosas afro-brasileiras, garantindo o respeito à diversidade religiosa e o combate ao discurso de ódio nos diferentes níveis da sociedade Couce de Menezes, relator

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
CBN Vitória ao vivo: os comportamentos que mais geram crimes de trânsito na Grande Vitória
Imagem de destaque
ES tem mais de 30 cidades sob alertas amarelo e laranja de chuvas intensas
Imagem de destaque
Taxista é preso por estuprar enteada com deficiência intelectual em Cariacica

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados