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Casa própria

Caixa reduz taxa de juros do financiamento imobiliário para 6,25% ao ano

A taxa máxima passa dos atuais 8,5% mais TR, para 8%. Mutuários que conseguiram pausar parcelas durante a pandemia poderão pagar entre 50% e 75% do valor por três meses

Publicado em 14 de Outubro de 2020 às 17:11

Redação de A Gazeta

Publicado em 

14 out 2020 às 17:11
Caixa Econômica Federal anunciou nesta quarta (14) redução de meio ponto percentual na taxa de juros da linha de financiamento imobiliário atrelada à TR (Taxa Referencial). Contratos fechados a partir de 22 de outubro serão corrigidos em 6,25% mais a TR, atualmente zerada.
Chaves da casa própria
Chaves da casa própria: Caixa prevê a concessão de R$ 14 bilhões em crédito imobiliário pelo SBPE até o fim do ano Crédito: Freepik
A taxa máxima passa dos atuais 8,5% mais TR, para 8%. A redução vale para os financiamentos com recursos do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) e para pessoas físicas.
O presidente do banco público, Pedro Guimarães, prevê a concessão de R$ 14 bilhões em crédito imobiliário pelo SBPE até o fim do ano.
Além da linha de crédito atrelada à TR, a Caixa mantém outra vinculada ao IPCA, índice de inflação oficial, que parte de 2,95% ao ano, e uma terceira, com taxa fixa, que varia de 8% a 9,75%.
Em entrevista coletiva transmitida pela internet, Guimarães anunciou também a renovação da política de carência de seis meses para o pagamento da primeira parcela. Esse prazo valerá para todos os contratos fechados até 30 de dezembro.
Os mutuários que, durante a pandemia, conseguiram postergar as parcelas de seus contratos poderão pedir condições especiais se tiverem dificuldades em retomar esses pagamentos.
O pedido deverá ser feito no aplicativo da Caixa para habitação. Segundo Guimarães, serão duas as modalidades de apoio a essas famílias. Uma permitirá o pagamento de 75% do valor contratado por um período de seis meses. Na outra, o valor ficará entre 50% e 75% por três meses.
Nos dois casos, ao solicitar a redução provisória, o mutuário precisará concordar com uma "autodeclaração de insuficiência de renda para arcar com o valor integral da prestação".
A previsão do presidente da Caixa é que as medidas – os juros menores na linha com TR, a carência para novos contratos e a redução provisória das parcelas – afetem 830 mil famílias e movimentem R$ 83 bilhões em recursos alocados. A maioria, cerca de 620 mil, deverá ser beneficiada pelo pagamento parcial das prestações.
A Caixa anunciou também que as contratações de financiamento imobiliário passarão a ser 100% online a partir de 19 de outubro, por meio do aplicativo para habitação.
O Feirão da Caixa para casa própria, tradicionalmente realizado em grandes pavilhões como o Anhembi, na zona norte da capital, neste ano será virtual. Agora e caberá às entidades do setor imobiliário organizar ações até o fim de novembro.

RECORDE NA CARTEIRA DE CRÉDITO

O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, disse nesta quarta que o reposicionamento da Caixa em relação aos financiamentos com recursos da poupança, o SBPE, fez com que o volume de contratações, neste ano, mais dobrasse.
De janeiro a agosto deste ano, o banco tinha R$ 29,4 bilhões em contratos no SBPE, um aumento de 102,7% ante o mesmo período do ano passado.
"O crescimento do mercado, como um todo, foi de 39,8%, mas ele vem principalmente da Caixa Econômica Federal, que praticamente dobrou sua participação", diz Guimarães. As outras instituições financeiras avançaram 11,8% nesse período.
Em outubro, a Caixa atingiu a marca de R$ 500 bilhões em sua carteira de crédito imobiliário, um recorde, segundo Pedro Guimarães. Desde janeiro de 2019, quando assumiu a instituição, o aumento foi de 13,4%.
O banco é responsável por 70% do mercado de crédito imobiliário, com 5,6 milhões de contratos e 5,5 mil empreendimentos em produção.
No SBPE, a Caixa respondia 25% do mercado em janeiro de 2019 e chegou a 51,1% no mês de julho deste ano.

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