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Banco Central

Brasileiros depositam R$ 6,378 bilhões líquidos na poupança em julho, diz BC

O resultado ocorre na esteira da volta do pagamento do auxílio emergencial para uma parcela da população; em julho, os aportes na poupança somaram R$ 298,273 bilhões

Publicado em 05 de Agosto de 2021 às 15:41

Agência Estado

Publicado em 

05 ago 2021 às 15:41
Dinheiro do auxílio emergencial, benefício concedido pelo Governo Federal durante a pandemia do novo coronavírus.
Os brasileiros depositaram R$ 6,378 bilhões líquidos na poupança em julho, este foi o quarto mês de captação positiva. Crédito: Siumara Gonçalves
Os brasileiros depositaram R$ 6,378 bilhões líquidos na poupança em julho, informou o Banco Central. Este foi o quarto mês de captação positiva para a poupança após três meses de saques líquidos. O resultado ocorre na esteira da volta do pagamento do auxílio emergencial para uma parcela da população.
Em julho, os aportes na poupança somaram R$ 298,273 bilhões, enquanto os saques foram de R$ 291,895 bilhões. Este movimento gerou o depósito líquido total de R$ 6,378 bilhões no mês. Considerando o rendimento de R$ 2,478 bilhões da caderneta em julho, o saldo total das contas chegou a R$ 1,039 trilhão.
Julho foi o quarto mês de 2021 em que houve mais depósitos do que saques na poupança. Nos meses de janeiro, fevereiro e março, os brasileiros haviam retirado recursos da caderneta.
No acumulado de janeiro a julho, a população retirou R$ 10,162 bilhões líquidos da caderneta. Em 2020, em meio à pandemia do novo coronavírus, a poupança havia registrado dez meses consecutivos de depósitos líquidos (de março a dezembro).
No ano passado, a caderneta havia sido favorecida pelo pagamento de auxílios à população. Além disso, ela foi impulsionada em 2020 pela maior cautela das famílias brasileiras. Preocupadas com a renda futura e com medo do desemprego, muitas delas reduziram gastos e passaram a aplicar recursos na caderneta, o que elevou o saldo. Este movimento foi o que o próprio BC chamou de "poupança precaucional".
Em contrapartida, as famílias passaram a enfrentar, no início de 2021, as tradicionais despesas de início de ano (IPTU, IPVA, matrículas de filhos em escolas particulares e gastos com material escolar), além de um ambiente ainda negativo para a economia. Nos primeiros meses do ano, o governo não pagou o auxílio emergencial, o que também impactou os saldos.
Estes fatores favoreceram os saques na poupança em janeiro, fevereiro e março, com muitos brasileiros precisando de recursos para fechar as contas.
Em abril, maio, junho e julho, porém, o resultado positivo foi influenciado pela volta do pagamento do auxílio emergencial para uma parcela da população. Os depósitos começaram a ser feitos em 6 de abril.
A poupança é remunerada atualmente pela taxa referencial (TR), que está em zero, mais 70% da Selic (a taxa básica de juros), hoje em 5,25% ao ano. Na prática, a remuneração atual da poupança é de 3,675% ao ano. O porcentual não cobre necessariamente a inflação. Esta regra de remuneração da poupança vale sempre que a Selic estiver abaixo dos 8,50% ao ano Quando estiver acima disso, a poupança é atualizada pela TR mais uma taxa fixa de 0,5% ao mês (6,17% ao ano).

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