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Articulação política

Bolsonaro retira urgência de unificação do PIS/Cofins da reforma tributária

A solicitação foi publicada nesta nesta sexta-feira (4) em edição extra do Diário Oficial da União e representa um recuo do governo

Publicado em 04 de Setembro de 2020 às 16:01

Redação de A Gazeta

Publicado em 

04 set 2020 às 16:01
Ministro da Economia, Paulo Guedes, e Jair Bolsonaro se reuniram com líderes do governo no Congresso para anunciar novas parcelas do auxílio emergencial
Ministro da Economia, Paulo Guedes, e Jair Bolsonaro Crédito: Marcos Corrêa/PR
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) solicitou ao Poder Legislativo que retire o regime de urgência na tramitação de projeto de lei que unifica o PIS/Cofins, medida que faz parte da reforma tributária.
A solicitação foi publicada nesta nesta sexta-feira (4) em edição extra do Diário Oficial da União e representa um recuo do governo.
Ela ocorre após líderes partidários terem se queixado ao Palácio do Planalto de que a iniciativa não tem consenso e que, por isso, trancaria a pauta da Câmara dos Deputados a partir da próxima segunda-feira (7).
A decisão ocorre na esteira de uma articulação do Palácio do Planalto para que a reforma administrativa, enviada na quinta-feira (3), seja apreciada antes da reforma tributária.
A equipe do presidente tem avaliado que não conseguirá aprovar as duas medidas neste ano e que a reforma administrativa, apesar da pressão contrária de servidores públicos, apresenta menos resistência entre deputados.
O projeto cuja urgência foi retirada acaba com o PIS/Cofins e cria a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). Ele seria cobrado sobre o preço final do produto ou serviço na venda no mercado interno ou importação
A proposta do governo propõe uma alíquota de 12% e a expectativa é de que empresas que estão no regime de lucro presumido tenham aumento de carga, principalmente no setor de serviços. A tributação sobre bens, por outro lado, deve diminuir.

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