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Banco Central sinaliza fazer novo corte na Selic

Em live, presidente do BC disse que crédito começou a fluir. Ele também rechaça possibilidade de o governo adotar medidas de controle de capitais

Publicado em 21/04/2020 às 19h25
Fachada do Banco Central do Brasil
Fachada do Banco Central do Brasil. Crédito: Divulgação

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, sinalizou na segunda-feira, 20, um novo corte na taxa básica de juros, a Selic, e disse que a oferta de crédito pelos bancos começou a fluir no Brasil. Mas, segundo ele, as taxas dos empréstimos ficarão mais caras para as empresas por causa do medo da extensão do isolamento social e do seu impacto na inadimplência.

No Estadão Live Talks, sobre as medidas para o enfrentamento da crise da Covid-19, Campos Neto mostrou que está aliviado com a melhora do crédito e avisou que o BC consegue enxergar agora com mais clareza o cenário que antes estava muito nebuloso. Ele disse que o BC está monitorando os volumes e preços do crédito e avisou que, se necessário, tomará novas medidas para melhorar a oferta - se ainda "houver medo dos bancos para emprestar".

O presidente do BC evitou, no entanto, fazer um prognóstico de quando a situação vai se normalizar para o crédito das empresas e pessoas físicas, mas destacou que os bancos públicos têm maior capacidade de agir mais diretamente, como faz a Caixa agora na crise. "Nós entendemos que o Brasil fez mais cedo e em mais quantidade (liberação de liquidez) e isso deve começar a fluir. Isso não significa que o preço do crédito será como antes. Haverá um prêmio de risco", disse.

Segundo ele, a dificuldade de o crédito chegar na ponta não é um fenômeno só brasileiro, mas também relatado por vários colegas de BCs de outros países. Campos Neto previu que a possibilidade de o BC entrar no mercado comprando crédito diretamente das empresas, como previsto em proposta que tramita na Câmara, também dará um "poder de fogo incrível" para que esse movimento aconteça. O BC poderá comprar papéis de empresas e, dessa forma, direcionar recursos para as empresas que mais precisam, afirmou.

Comércio durante a pandemia de coronavírus

Data: 20/03/2020 - ES - Cariacica - Comércio na avenida Expedito Garcia em Campo Grande - Editoria: Cidades - Foto: Vitor Jubini - GZ
Em Campo Grande, Cariacica, um comerciante fecha as portas da loja durante a pandemia de Coronavírus. . Vitor Jubini
Data: 20/03/2020 - ES - Cariacica - Comércio na avenida Expedito Garcia em Campo Grande - Editoria: Cidades - Foto: Vitor Jubini - GZ
Cartaz avisa aos clientes sobre o fechamento da loja no período da pandemia. Vitor Jubini
Data: 19/03/2020 - ES - Vitória - Tiffany Center, Praia do Canto - Os efeitos do coronavírus na Grande Vitória - Editoria: Cidades - Foto: Fernando Madeira - GZ
 Na Praia do Cantos, em Vitória, o aviso de fechamento de um shopping durante a pandemia de coronavírus. . Fernando Madeira
Data: 20/03/2020 - ES - Cariacica - Comércio na avenida Expedito Garcia em Campo Grande - Editoria: Cidades - Foto: Vitor Jubini - GZ
Aviso de fechamento na porta de uma loja em Campo Grande. Vitor Jubini
Data: 19/03/2020 - ES - Vitória - Tiffany Center, Praia do Canto - Os efeitos do coronavírus na Grande Vitória - Editoria: Cidades - Foto: Fernando Madeira - GZ
Na Praia do Canto, clientes encontram o shopping fechado. Fernando Madeira
Data: 20/03/2020 - ES - Cariacica - Comércio na avenida Expedito Garcia em Campo Grande - Editoria: Cidades - Foto: Vitor Jubini - GZ
Vendedor usa máscara, na Avenida Expedito Garcia, em Campo  Grande. Vitor Jubini
Pandemia de coronavírus: supermercados amanhecem lotados em Vitória
Durante a pandemia de coronavírus o movimento de clientes nos supermercados cresceu. Muita gente começou a fazer estoque com medo da falta de abastecimento. Ricardo Medeiros
Pandemia de coronavírus: supermercados amanhecem lotados em Vitória
Os supermercados ficaram lotados. Ricardo Medeiros
Pandemia de coronavírus: supermercados amanhecem lotados em Vitória
Durante a pandemia de coronavírus o movimento de clientes nos supermercados cresceu. Ver clientes usando máscaras de proteção se tornou algo comum. Ricardo Medeiros
Pandemia de coronavírus: supermercados amanhecem lotados em Vitória
Os clientes do supermercado não evitaram o distanciamento. Ricardo Medeiros
Data: 18/03/2020 - ES - Vitória - Coronavírus - Movimentação de bares no Triângulo das Bermudas na Praia do Canto - Editoria: Cidades - Foto: Vitor Jubini - GZ
 Famoso por ser um local de encontros e muita agitação, o Triângulo das Bermudas, na Praia do Canto, ficou vazio antes mesmo da decretação de fechamento do comércio durante a pandemia de coronavírus. . Vitor Jubini
Data: 18/03/2020 - ES - Vitória - Coronavírus - Movimentação na Avenida Jerônimo Monteiro, Centro da Capital - Editoria: Cidades - Foto: Vitor Jubini - GZ
 Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, o movimento no comércio caiu bastante mesmo antes da decretação do fechamento do comércio durante a pandemia. . Vitor Jubini
Data: 18/03/2020 - ES - Vitória - Coronavírus - Movimentação na rua Chapot Prevot, Praia do Canto - Editoria: Cidades - Foto: Vitor Jubini - GZ
Na rua Chapot Presvot, pedaço charmoso da Praia do Canto, uma queda grande no movimento foi percebida antes da decretação do fechamento do comércio foi percebido durante a pandemia. . Vitor Jubini
Data: 17/03/2020 - ES - Vitória - Avenida Jerônimo Monteiro vazia depois da suspensão das aulas causado pelo surto de coronavìrus - Editoria: Cidades - Foto: Ricardo Medeiros - GZ
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. . Ricardo medeiros
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. 
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. 
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. 
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. 
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. 
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. 
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. 
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. 
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. 
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. 
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. 
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. 
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. 
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. 

CONTROLE DE CAPITAIS

O presidente do BC rechaçou a possibilidade de o governo brasileiro adotar medidas de controle de capitais (de regulação do fluxo da entrada e saída de recursos) para segurar a alta do dólar.

Nas últimas semanas, a moeda derreteu não só no Brasil, mas também em muitos países emergentes. Vários governos começaram a falar em controle de capitais para evitar mais corrosão de moeda, dado que esses países querem continuar cortando os juros. No Brasil, os investidores estavam preocupados com esse risco e a fala de Campos Neto durante o Estadão Live Talks acabou tranquilizando o mercado financeiro. O dólar fechou na segunda, véspera de feriado, em R$ 5,307 em alta de 1,35%.

"Não passa pela cabeça do BC estabelecer política de controle de capitais", afirmou ele. Para Campos Neto, a alta do dólar no Brasil piora fundamentos econômicos do País, mas o movimento está em linha com o de países emergentes nesse momento.

Depois da fala de Campos Neto, a aposta entre analistas é a de que o BC vai reduzir os juros básicos, atualmente em 3,75% ao ano, em 0,50 ponto porcentual na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), no início de maio. Na live, o presidente do BC disse que está "muito distante" no Brasil a situação em que a política de juros não faz mais efeito na economia. Essa era uma das preocupações dos investidores, que cobravam nas últimas semanas um corte da Selic diante do cenário de recessão da economia.

"Ele está mais aliviado com o fato de as medidas de liquidez e crédito começarem a surtir efeito. Isso dá tranquilidade para pensar a política monetária mais tradicional, ainda mais que a volatilidade dos mercados está mais baixa", disse Fábio Akira, economista-chefe da BlueLine Asset, que acompanhou a live, que teve a participação de colunistas do jornal O Estado de S. Paulo, como a economista Zeina Latif. Para Akira, o destaque foi que a taxa Selic (a redução) voltou a ter prioridade na ação do BC.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Banco Central Taxa Selic

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