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FGTS

Após contestações, Caixa estuda reduzir taxa de administração do FGTS

A afirmação foi dada após declarações contestando a tarifa e o monopólio do banco na gestão do fundo

Publicado em 16 de Outubro de 2019 às 19:41

Agência FolhaPress

Publicado em 

16 out 2019 às 19:41
Saque-imediato do FGTS poderá ser feito na boca do caixa Crédito: Divulgação
FOLHAPRESS - O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, disse nesta quarta-feira (16) que estuda uma redução da taxa de administração dos recursos do FGTS. A afirmação foi dada após declarações contestando a tarifa e o monopólio do banco na gestão do fundo.
"A Caixa está estudando neste momento potenciais reduções na taxa de gestão. Já temos um número e há tranquilidade para ter essa redução", disse em entrevista sobre a liberação dos saques do FGTS.
Guimarães não quis dar mais detalhes, dizendo que precisaria de aval do ministro da Economia, Paulo Guedes, para comentar o assunto. Segundo ele, no entanto, o avanço tecnológico (com várias operações feitas pelo celular, por exemplo) possibilita a redução das taxas cobradas.
Os técnicos da Caixa defendem que o banco usa a taxa de administração do FGTS para cobrir custos com o transporte do dinheiro e a segurança envolvida nas operações, como a do saque imediato que libera até R$ 500 por conta do fundo. 
"A gente tem claramente um potencial de redução. Por outro lado, teríamos um gasto de R$ 1 bilhão nesses pagamentos [do saque imediato do FGTS]. Estamos totalmente abertos à redução da taxa de gestão porque o objetivo da Caixa é retornar aos brasileiros esses resultados que nós temos", disse.
A declaração foi dada depois de surgir um movimento crescente no Congresso para baixar a cobrança. O relator da proposta que libera saques do FGTS, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), considera elevada a taxa de 1% ao ano sobre ativo total do fundo. 
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta semana que a Caixa rouba R$ 7 bilhões do trabalhador com a cobrança da taxa de administração do FGTS.
Também nesta semana, o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari, disse que o banco tem interesse em disputar uma concorrência pública para a gestão dos recursos após um possível fim do monopólio da Caixa Econômica Federal. O governo, no entanto, até hoje não propôs nenhuma medida nessa direção.
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