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Denúncias

Anac diz que recebeu 67 relatos de danos a aeronaves por gasolina de aviação

A agência afirma que cerca de 12 mil aviões de pequeno porte no País são abastecidas com essa gasolina de aviação (AVGAS) que tem recebido denúncias

Publicado em 13 de Julho de 2020 às 17:22

Redação de A Gazeta

Publicado em 

13 jul 2020 às 17:22
Aviação: avião
Aviação: avião Crédito: Siumara Gonçalves
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou nesta segunda-feira (13) que desde o recebimento das primeiras denúncias sobre combustível de aviação adulterado iniciou imediatamente um grupo de trabalho para acompanhamento da possível contaminação da gasolina de aviação (AVGAS). A agência reguladora afirma ter recebido 67 relatos de operadores que identificaram danos em aeronaves.
Segundo a Anac, a Agência Nacional de Petróleo (ANP) e o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Aeronáutica, foram informados sobre a situação.
A agência afirma que cerca de 12 mil aviões de pequeno porte no País são abastecidas com o AVGAS. Aeronaves maiores, que operam rotas comerciais regulares de passageiros, não utilizam o combustível, de acordo com a agência.
Adicionalmente, a Anac aguarda os resultados da investigação da ANP sobre os problemas nos lotes do combustível, e afirma que após a avaliação, poderá recorrer a novas medidas "cautelares e emergenciais". No momento, o órgão regulador recomenda que operadores aeroportuários entrem em contato com fornecedores de gasolina de aviação para identificar se o lote do combustível que possuem é o mesmo em que o problema foi detectado.
Ainda de acordo com a Anac, se os operadores detectarem indícios de corrosão ou ressecamento de componentes, a orientação é para que informem a Agência, descartem o combustível e considerem "interromper imediatamente" a operação da aeronave.
A hipótese de que o lote de combustível em situação irregular tenha provocado danos a aeronaves foi o motivo para que a Petrobras interrompesse a comercialização.

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