Com o recente estresse no mercado de juros mundial, devido à perspectiva de taxas de juros mais altas nos Estados Unidos por mais tempo, nosso Tesouro IPCA+ voltou a pagar taxas de juros reais acima de 6% ao ano, oferecendo ao investidor, nesse cenário complexo e volátil, uma oportunidade de garantir esse sólido retorno por períodos longos de 15, 20 anos ou até mais. Uma opção atrativa que não deve ser desprezada.
O que impressiona é que temos esse patamar de juros reais em um cenário em que o Brasil vai, relativamente bem, com inflação controlada, crescimento do PIB razoável e desemprego baixo, sem nenhuma crise ou necessidade de combater uma inflação alta, como ocorreu em 2016, por exemplo, quando o juro real também esteve em 6% e a inflação acumulada em 12 meses superava os 8%, enquanto agora ela se encontra perto de 4%.
Fiz uma análise no site maisretorno.com.br sobre qual foi o retorno médio aproximado de algumas classes de ativos nesse período de setembro de 2016 até o presente:
- IMA-B (cesta de títulos do Tesouro Direto): 10,3% ao ano;
- Tesouro IPCA+ 2035: 11,6% ao ano;
- Ações do setor elétrico: 11,9% ao ano;
- Ações com bons pagamentos de dividendos: 15,64% ao ano;
- CDI (renda fixa com liquidez): 8,23% ao ano;
- Caderneta de poupança (na mesma base de imposto de renda): 6,5%.
No período, a inflação medida pelo IPCA foi de 5,1%, ou seja, todas as alternativas acima entregaram retornos reais positivos no período. No entanto, quem lá atrás investiu R$ 50 mil na caderneta de poupança e no Tesouro IPCA+ 2035, teria hoje respectivamente R$ 74,5 mil e R$ 104,4 mil já líquidos de imposto de renda, diferença nada desprezível.
Isso demonstra que o momento é muito propício para um planejamento financeiro adequado. Hoje, com a Taxa Selic oferecendo um juro real também alto nas aplicações com liquidez, tem-se a falsa impressão de que o dinheiro está bem aplicado e rendendo bem em investimentos mais simples e comuns, como a caderneta de poupança, os CDBs de liquidez e os fundos DI. No entanto, não há garantia de que no futuro esse retorno se mantenha assim. Pelo contrário, o Brasil não suportará juros altos por tanto tempo, o que tornaria a dívida pública insustentável.
Portanto, é hora de arrumar a casa. Separe sua reserva de emergência e de oportunidades em fundos de renda fixa líquidos e divida sua reserva de longo prazo em blocos. Você pode garantir retornos únicos, aproveitando as oportunidades das taxas de juros oferecidas por diversos ativos neste momento.