O secretário de Serviços de Vitória, Nathan Medeiros, é, dentro do PSB de Vitória, um dos mais ardorosos defensores da tese de que o partido não deve lançar candidato próprio a prefeito da Capital (nem o vice-prefeito Sérgio Sá nem o deputado estadual Sergio Majeski). Vereador licenciado, Medeiros trabalha para ser candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada pelo deputado estadual Fabrício Gandini (Cidadania), o pré-candidato do prefeito Luciano Rezende, também do Cidadania, à sucessão.
A coluna publicou, nesta sexta-feira (7), a informação de que
o presidente do PSB em Vitória, Juarez Vieira, trabalha para acomodar o vereador Davi Esmael, opositor de Luciano, em outro partido para concorrer à reeleição. Aliadíssimo de Davi, o presidente da Câmara, Cleber Felix (PP), não perdeu tempo. Aproveitando a deixa, distribuiu a seguinte mensagem pelo WhatsApp: "O vereador Davi Esmael é um dos melhores políticos que eu, neste pouco tempo na política, conheci. Meu amigo Davi Esmael, você não tem noção de quantos partidos o querem, caso não fique no PSB".
Clebinho, como é mais conhecido, já decidiu trocar o PP pelo DEM na janela a ser aberta em março para que vereadores mudem de sigla sem perder o mandato. "Martelo batido", reitera ele.
Presidente estadual do Podemos, o prefeito de Viana, Gilson Daniel, afirma que, em Vitória, as articulações eleitorais do Podemos ficarão a cargo do senador Marcos do Val. Eleito pelo Cidadania em 2018, Do Val trocou o partido de Luciano pelo Podemos em 2019, mas deixou as portas abertas. Cultiva boa relação com o prefeito e com Gandini (presidente regional do Cidadania).
Por outro lado, o Podemos apoia o governo Casagrande (que o diga Gilson Daniel), e o próprio Do Val é forte aliado do governador. Foi por orientação de Casagrande que ele disputou o Senado pelo Cidadania em 2018. Conclusão: se o PSB e o Cidadania racharem em Vitória, Do Val terá uma decisão difícil a tomar: para qual dos dois levará o Podemos?