Divulgação/Samarco
A recuperação ambiental da Bacia do
Rio Doce envolve um trabalho que vai além da recomposição de áreas onde houve
depósito de rejeito após o rompimento da barragem de Fundão. Na Samarco, as
ações previstas no processo de reparação combinam restauração florestal,
recuperação de nascentes, monitoramento dos ecossistemas e participação de
proprietários rurais e comunidades. O projeto associa a proteção dos recursos
naturais ao desenvolvimento local e à construção de um legado ambiental de
longo prazo.
Esse trabalho faz parte das ações
previstas no Novo Acordo do Rio Doce, que estabelece a continuidade da
recuperação ambiental na região. Sobre isso, a Samarco informa que cumpre
integralmente as medidas previstas no acordo, que inclui, entre outras frentes,
a restauração de 50 mil hectares e a recuperação de 5 mil nascentes.
Até agosto de 2026, mais de 47 mil
hectares já haviam sido cercados para o processo de restauração florestal e 4,6
mil nascentes estavam cercadas. As áreas estão distribuídas por cerca de 3 mil
propriedades particulares, onde o trabalho é realizado em parceria com os
produtores locais. A atuação contempla Áreas de Preservação Permanente (APPs),
como matas ciliares e encostas.
“A recuperação ambiental só ganha
consistência quando é construída com quem conhece e vive o território. A
participação dos produtores e das comunidades contribui para que os resultados
sejam mantidos ao longo do tempo”, explica João Batista Soares, gerente-geral
de Meio Ambiente da Samarco.
Assim, a restauração ocorre em
diferentes etapas: o processo começa com a parceria com populações locais para
a coleta de sementes de espécies da Mata Atlântica e passa pela produção de mudas
nativas, cercamento das áreas, plantio e manutenção. Posteriormente, o
acompanhamento de longo prazo permite avaliar a evolução das áreas restauradas
e orientar as próximas etapas.
A estratégia também cria
oportunidades para pessoas que participam diretamente da cadeia de restauração.
A Rede Rio Doce de Sementes e Mudas, por exemplo, reúne mais de mil integrantes
distribuídos pela Bacia do Rio Doce e já viabilizou a coleta de 186 toneladas
de sementes nativas.
Além de contribuir para a
recuperação da Mata Atlântica, a rede envolve comunidades rurais, indígenas,
quilombolas e assentamentos da reforma agrária, criando oportunidades de
geração de renda e conhecimento técnico.
Divulgação/Samarco
A recuperação das nascentes é outra
frente importante. O cercamento das áreas busca protegê-las de fatores que
podem comprometer sua recuperação, enquanto as ações de restauração contribuem
para recompor a vegetação no entorno. A expectativa é que a recuperação
ambiental também favoreça a disponibilidade e a conservação dos recursos
hídricos na Bacia do Rio Doce.
Esse trabalho é acompanhado por
programas de monitoramento ambiental, como o Programa de Monitoramento
Quali-Quantitativo Sistemático de Água e Sedimentos (PMQQS), que acompanha
continuamente a qualidade da água e dos sedimentos ao longo da bacia. O
programa reúne dados físicos, químicos e biológicos e conta com dezenas de
pontos de amostragem e estações automáticas.
Os resultados do monitoramento são
públicos e podem ser consultados no Portal Monitoramento Rio Doce, permitindo o
acompanhamento dos dados relacionados à qualidade da água da bacia.
A atuação ambiental também inclui
iniciativas de educação e participação social. Entre janeiro e agosto de 2026,
o Programa de Educação Ambiental da Samarco realizou 314 ações voltadas ao
público externo em 29 municípios da área de operação da empresa.
As atividades incluem oficinas sobre
gestão de recursos hídricos, saneamento e reciclagem, além de ações
relacionadas ao Dia Mundial da Água, Dia do Meio Ambiente e Dia da Árvore.
Também são realizadas campanhas de prevenção e combate a incêndios florestais e
iniciativas relacionadas à economia circular e à reutilização de materiais.
Durante a programação do Dia Mundial da Água de 2026, que contou com atividades voltadas à conscientização sobre o uso da água e à preservação dos recursos hídricos, 2.370 pessoas participaram em mais de 50 escolas e instituições de ensino, contando ainda com espaços comunitários de nove municípios de Minas Gerais e Espírito Santo.
“A educação ambiental aproxima as
pessoas dos desafios e das soluções presentes em seu próprio território. Quando
o conhecimento se transforma em participação e em atitudes cotidianas, a
conservação deixa de ser uma ação isolada e passa a fazer parte da relação das
comunidades com o meio ambiente”, complementa João Batista Soares.
Outra frente de proteção ambiental
está relacionada à prevenção de incêndios florestais. A Samarco realiza
campanhas em Minas Gerais e no Espírito Santo, incluindo ações voltadas à
conservação do Parque Nacional da Serra do Gandarela, localizado próximo das
operações da empresa, em Mariana (MG). A estratégia de monitoramento também se
estende aos ecossistemas aquáticos, terrestres e marinhos, permitindo
acompanhar como diferentes ambientes respondem à presença e às atividades da
empresa.
As ações ambientais previstas no
Novo Acordo do Rio Doce têm horizonte de execução de 20 anos após a homologação
do acordo pelo Supremo Tribunal Federal, em 2024, reforçando o caráter contínuo
do processo de recuperação. Esse tópico também se conecta à geração de
oportunidades nos territórios, com diferentes etapas que, ao envolverem pessoas
e organizações locais, criam uma cadeia que contribui simultaneamente para a
restauração da vegetação e para o desenvolvimento das comunidades.
Para a Samarco, essa integração
entre conservação ambiental e participação social faz parte da transformação da
companhia após o rompimento da barragem de Fundão, em 2015. A empresa afirma
que os aprendizados incorporados desde então passaram a orientar sua forma de
operar e de se relacionar com os territórios.
“O legado que buscamos construir vai além da recuperação das
áreas. Queremos contribuir para que os territórios tenham ecossistemas mais
protegidos, comunidades participando das soluções e conhecimento técnico que
permaneça disponível para orientar o cuidado ambiental no futuro”, finaliza
João Batista Soares.