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Recuperação ambiental do Rio Doce une natureza e comunidades

Ações de restauração florestal, recuperação de nascentes, monitoramento e educação ambiental promovidas pela Samarco envolvem moradores e produtores locais

Publicado em 30 de Setembro de 2026 às 13:34

Estúdio Gazeta

Publicado em 

30 set 2026 às 13:34
Samarco
Novo Acordo do Rio Doce estabelece a continuidade da recuperação ambiental na região
Divulgação/Samarco

A recuperação ambiental da Bacia do Rio Doce envolve um trabalho que vai além da recomposição de áreas onde houve depósito de rejeito após o rompimento da barragem de Fundão. Na Samarco, as ações previstas no processo de reparação combinam restauração florestal, recuperação de nascentes, monitoramento dos ecossistemas e participação de proprietários rurais e comunidades. O projeto associa a proteção dos recursos naturais ao desenvolvimento local e à construção de um legado ambiental de longo prazo.

Esse trabalho faz parte das ações previstas no Novo Acordo do Rio Doce, que estabelece a continuidade da recuperação ambiental na região. Sobre isso, a Samarco informa que cumpre integralmente as medidas previstas no acordo, que inclui, entre outras frentes, a restauração de 50 mil hectares e a recuperação de 5 mil nascentes.

Até agosto de 2026, mais de 47 mil hectares já haviam sido cercados para o processo de restauração florestal e 4,6 mil nascentes estavam cercadas. As áreas estão distribuídas por cerca de 3 mil propriedades particulares, onde o trabalho é realizado em parceria com os produtores locais. A atuação contempla Áreas de Preservação Permanente (APPs), como matas ciliares e encostas.

“A recuperação ambiental só ganha consistência quando é construída com quem conhece e vive o território. A participação dos produtores e das comunidades contribui para que os resultados sejam mantidos ao longo do tempo”, explica João Batista Soares, gerente-geral de Meio Ambiente da Samarco.

Assim, a restauração ocorre em diferentes etapas: o processo começa com a parceria com populações locais para a coleta de sementes de espécies da Mata Atlântica e passa pela produção de mudas nativas, cercamento das áreas, plantio e manutenção. Posteriormente, o acompanhamento de longo prazo permite avaliar a evolução das áreas restauradas e orientar as próximas etapas.

A estratégia também cria oportunidades para pessoas que participam diretamente da cadeia de restauração. A Rede Rio Doce de Sementes e Mudas, por exemplo, reúne mais de mil integrantes distribuídos pela Bacia do Rio Doce e já viabilizou a coleta de 186 toneladas de sementes nativas.

Além de contribuir para a recuperação da Mata Atlântica, a rede envolve comunidades rurais, indígenas, quilombolas e assentamentos da reforma agrária, criando oportunidades de geração de renda e conhecimento técnico.

Recuperação das nascentes
Samarco
Samarco realiza monitoramento ambiental contínuo da qualidade da água da bacia do Rio Doce
Divulgação/Samarco

A recuperação das nascentes é outra frente importante. O cercamento das áreas busca protegê-las de fatores que podem comprometer sua recuperação, enquanto as ações de restauração contribuem para recompor a vegetação no entorno. A expectativa é que a recuperação ambiental também favoreça a disponibilidade e a conservação dos recursos hídricos na Bacia do Rio Doce.

Esse trabalho é acompanhado por programas de monitoramento ambiental, como o Programa de Monitoramento Quali-Quantitativo Sistemático de Água e Sedimentos (PMQQS), que acompanha continuamente a qualidade da água e dos sedimentos ao longo da bacia. O programa reúne dados físicos, químicos e biológicos e conta com dezenas de pontos de amostragem e estações automáticas.

Os resultados do monitoramento são públicos e podem ser consultados no Portal Monitoramento Rio Doce, permitindo o acompanhamento dos dados relacionados à qualidade da água da bacia.

“O monitoramento de longo prazo é fundamental para entendermos como os ambientes respondem às ações de recuperação. Os dados permitem acompanhar a evolução dos ecossistemas, avaliar os resultados alcançados e orientar decisões técnicas do processo”, afirma João Batista Soares.
Educação ambiental envolve comunidades
Comunidades também estão envolvidas no processo de recuperação ambiental
Comunidades também estão envolvidas no processo de recuperação ambiental Divulgação/Samarco

A atuação ambiental também inclui iniciativas de educação e participação social. Entre janeiro e agosto de 2026, o Programa de Educação Ambiental da Samarco realizou 314 ações voltadas ao público externo em 29 municípios da área de operação da empresa.

As atividades incluem oficinas sobre gestão de recursos hídricos, saneamento e reciclagem, além de ações relacionadas ao Dia Mundial da Água, Dia do Meio Ambiente e Dia da Árvore. Também são realizadas campanhas de prevenção e combate a incêndios florestais e iniciativas relacionadas à economia circular e à reutilização de materiais.

Durante a programação do Dia Mundial da Água de 2026, que contou com atividades voltadas à conscientização sobre o uso da água e à preservação dos recursos hídricos, 2.370 pessoas participaram em mais de 50 escolas e instituições de ensino, contando ainda com espaços comunitários de nove municípios de Minas Gerais e Espírito Santo.

“A educação ambiental aproxima as pessoas dos desafios e das soluções presentes em seu próprio território. Quando o conhecimento se transforma em participação e em atitudes cotidianas, a conservação deixa de ser uma ação isolada e passa a fazer parte da relação das comunidades com o meio ambiente”, complementa João Batista Soares.

Outra frente de proteção ambiental está relacionada à prevenção de incêndios florestais. A Samarco realiza campanhas em Minas Gerais e no Espírito Santo, incluindo ações voltadas à conservação do Parque Nacional da Serra do Gandarela, localizado próximo das operações da empresa, em Mariana (MG). A estratégia de monitoramento também se estende aos ecossistemas aquáticos, terrestres e marinhos, permitindo acompanhar como diferentes ambientes respondem à presença e às atividades da empresa.

Recuperação a longo prazo
Samarco
Samarco busca construir legado para além da recuperação de áreas Divulgação/Samarco

As ações ambientais previstas no Novo Acordo do Rio Doce têm horizonte de execução de 20 anos após a homologação do acordo pelo Supremo Tribunal Federal, em 2024, reforçando o caráter contínuo do processo de recuperação. Esse tópico também se conecta à geração de oportunidades nos territórios, com diferentes etapas que, ao envolverem pessoas e organizações locais, criam uma cadeia que contribui simultaneamente para a restauração da vegetação e para o desenvolvimento das comunidades.

Para a Samarco, essa integração entre conservação ambiental e participação social faz parte da transformação da companhia após o rompimento da barragem de Fundão, em 2015. A empresa afirma que os aprendizados incorporados desde então passaram a orientar sua forma de operar e de se relacionar com os territórios.

“O legado que buscamos construir vai além da recuperação das áreas. Queremos contribuir para que os territórios tenham ecossistemas mais protegidos, comunidades participando das soluções e conhecimento técnico que permaneça disponível para orientar o cuidado ambiental no futuro”, finaliza João Batista Soares. 

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