Sair
Assine
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Vitor Vogas

Dos 10 deputados insatisfeitos com Casagrande, 8 querem ser prefeitos

"Tensão pré-eleitoral" de olho em prefeituras é principal motivo da formação de um "bloco independente" na Assembleia, que pode evoluir para oposição

Publicado em 16 de Maio de 2019 às 19:37

Públicado em 

16 mai 2019 às 19:37
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

Capitão Assumção, Loreno Pazolini, Danilo Bahiense e Coronel Alexandre Quintino Crédito: Montagem
Uma bancada informal composta por 10 dos 30 deputados estaduais consolidou-se, nesta semana, na Assembleia Legislativa. Como temos chamado na coluna, trata-se do “bloco dos descontentes”, ou dos “rebelados”, ou dos “independentes” (como eles mesmos preferem).
O fio em comum, mais aparente, é a insatisfação que todos eles nutrem no momento em relação ao governo de Renato Casagrande (PSB).
Mas há outro ponto em comum, não tão aparente assim, e que pode ajudar a explicar essa tensão desses deputados com o governo estadual: desse bloco de dez deputados, oito são pré-candidatos a prefeito das respectivas cidades nas próximas eleições municipais, em 2020. Alguns se assumem como tal, outros são fortemente apontados como pré-candidatos pelo mercado político.
Assim, o ponto central para se compreender a animosidade desse bloco de parlamentares com o governo é a “tensão pré-eleitoral”. De modo mais velado ou mais escancarado, muitos deles reclamam do fato de que Casagrande nomeou em cargos-chave no governo alguns aliados dele que também são pré-candidatos a prefeito no ano que vem. Ou seja, o governador estaria favorecendo e prestigiando potenciais concorrentes eleitorais desses deputados nos respectivos redutos.
Há pelo menos dois casos muito evidentes:
Vandinho Leite (PSDB)
Os deputados Vandinho Leite (PSDB) e Alexandre Xambinho (Rede) estão entre os insatisfeitos. Ambos são pré-candidatos a prefeito da Serra. Enquanto isso, Casagrande nomeou o também deputado estadual (licenciado) Bruno Lamas no cargo de secretário estadual de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social. Lamas é do PSB, mesmo partido do governador, e também é notório pré-candidato à sucessão de Audifax Barcelos (Rede).
Já o deputado Carlos Von (Avante), também no bloco dos insatisfeitos com o governo, é apontado como pré-candidato à prefeitura de Guarapari. Às vezes, meio de brincadeira, meio falando sério, colegas o chamam de “prefeito” em plenário.
Por outro lado, Casagrande nomeou o ex-vereador de Guarapari Gedson Merízio, também do PSB, para o cargo de subsecretário estadual de Turismo (área extremamente importante no município). Gedson não assume pré-candidatura, mas é um potencial concorrente de Von. Em 2016, os dois foram aliados contra Edson Magalhães, tendo perdido a disputa para ele.
Veja, abaixo, outros casos:
Lorenzo Pazolini (sem partido)
. Lorenzo Pazolini (sem partido): Pré-candidato a prefeito de Vitória. Já disse à coluna que tem sido incentivado por muitas pessoas e recebido convites de muitas siglas. Os convites de filiação são acompanhados da garantia de legenda para disputar a prefeitura da Capital. Uma possibilidade forte é o PSDB.
Torino Marques (PSL)
. Torino Marques (PSL): citado pelo presidente estadual do seu partido, o ex-deputado federal Carlos Manato, como possível candidato a prefeito de Vitória em 2020.
Hudson Leal (PRB)
. Hudson Leal (PRB): é pré-candidato a prefeito de Vila Velha. Já disse à coluna que só não lançará o nome “se Deus não quiser”.
Rafael Favatto durante entrevista à rádio CBN Vitória
. Rafael Favatto (Patriota): médico como Hudson Leal, também tem reduto em Vila Velha e também é considerado pré-candidato a prefeito do município. Outra coincidência, aliás, une os dois, em mais um forte sinal com relação aos planos eleitorais de ambos: no mandato passado, Hudson e Favatto mal abriam a boca em plenário. Agora, têm sido dos mais assíduos na tribuna.
Danilo Bahiense (PSL)
. Danilo Bahiense (PSL): Já admitiu à coluna que está à disposição do partido para concorrer à Prefeitura de Vila Velha.
EXCEÇÕES
Os únicos dois integrantes desse bloco que não tendem a disputar as próximas eleições municipais são Marcos Mansur (PSDB), candidato a prefeito de Cachoeiro de Itapemirim em 2016, e Capitão Assumção (PSL).
Mansur ainda está analisando, mas sua tendência é não disputar. A assessoria de Assumção informou à coluna que a eleição de 2020 não está no radar dele. O presidente estadual do PSL, Carlos Manato, disse à coluna em janeiro que Assumção não deve concorrer, por compromisso com a categoria que ele representa na Assembleia.

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Alex Almeida de Barros, 48 anos, e Rosi Mari Marcelly Ayalla, de 52 anos. Ela foi morta em Guarapari
Decretada prisão temporária de suspeito de matar companheira em Guarapari
O ESX é um dos maiores eventos de inovação do Espírito Santo
ESX 2026: o Espírito Santo está pocando no campo da ciência
Distrito de São Rafael, que dista 55 quilômetros da sede de Linhares
Município do ES com fama de quente terá festival de inverno

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados