O RELATO DE ROBERTO CARNEIRO
"Decidi pagar pelo teste em um laboratório particular"
Há 15 dias, quando os testes do Erick e do Pazolini deram positivo, eu estava sentindo um cansaço, um incômodo. Fui então em uma clínica particular. Realizei alguns exames, como raio-x. Os médicos diagnosticaram um indicativo de sinusite, catarro na testa, e me prescreveram um antibiótico, que passei a tomar.
Passei uns três, quatro dias em casa. Um dia pedi uma comida japonesa. Minha mulher e meus filhos comentavam: “Isso está bom, isso não está”... E eu não estava sentindo o gosto de nada! No dia seguinte, minha esposa comentou que tínhamos que levar nossa cadela para tomar banho, porque já estava começando a cheirar mal. E eu não sentia o cheiro dela! Liguei, então, para um primo meu que é infectologista no Rio de Janeiro. Ele me disse que sintomas de perda de olfato e paladar são muito característicos da Covid-19.
Então, fui na Central da Covid-19 da clínica particular, na Leitão da Silva, e pedi, até insisti, para fazer o teste. Como meus sintomas eram brandos, a médica que me atendeu disse que não e me mandou de volta para casa. Até pensei que pudessem estar faltando testes lá. Cheguei a ligar para a Secretaria de Saúde. Eles falaram que não está faltando. Esse é o protocolo mesmo. Eles priorizam os testes para pessoas dos grupos de risco e com sintomas mais graves.
Aí resolvi fazer o teste particular. O resultado demorou seis dias e deu positivo. Nessa “brincadeira”, entre eu começar a sentir os sintomas e obter o resultado do teste, se passaram 11, 12 dias. Eu não tive febre nem falta de ar, só sintomas brandos. Isso, além do diagnóstico inicial de sinusite, deixou tudo muito confuso para nós.
Estou praticamente sem sair de casa há cerca de 15 dias. Desde o resultado positivo, fico num cômodo à parte. Estou ocupando o quarto do meu filho. Faço as refeições em separado. Minha mulher e filhos estão assintomáticos.
Quanto ao trabalho, obviamente que isso restringe um pouco. Mas as reuniões de diretoria têm sido realizadas no mesmo modelo das sessões plenárias online. Estamos fazendo reuniões de duas a três vezes por semana.