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Marketing

O valor das conversas: muita oratória e pouca "escutatória"

Marcas precisam entender de conversas. E para entender de conversa é preciso entender de escuta. Escutar é uma forma de ver, de sentir, de apurar, de saber como entrar na realidade do outro que deseja

Publicado em 08 de Dezembro de 2022 às 00:20

Públicado em 

08 dez 2022 às 00:20
Vinicius Figueira

Colunista

Vinicius Figueira

Começo a conversa de todas as quintas falando sobre... conversa. Uma conversa sobre conversa. A frase que intitula o artigo de hoje é muito mais que uma expressão. No universo da publicidade/marketing, ela representa um conceito: conversational marketing. Trata-se de entender o marketing conversacional que o comportamento do consumidor de hoje sugere. Querem ser aconselhados, assistidos, serem escutados para depois, numa etapa seguinte, comprar um produto ou um serviço. Esse processo agrega autenticidade e confiança.
O Conversational Marketing  refere-se a uma nova abordagem de comunicação que as empresas precisam ter para com seus clientes em virtude do surgimento daquele que é o consumidor mais exigente de todos os tempos: o consumidor digital ou consumidor 4.0., e além disso permite criar conversas que reforçam e criam vínculos entre clientes e marcas. Você pode criar fluxos humanizados de mensagens, que ajudam de fato os clientes a resolverem seus problemas com as soluções oferecidas pelo seu negócio.
Hoje se fala, segundo relatório da consultoria AppAnnie (2021), que os brasileiros passam em média 5,4 horas por dia no smartphone. Os usuários no Brasil passam, em média, 29,2 horas por mês no WhatsApp. Esses números relevam a intimidade dos brasileiros e, por outro lado, a facilidade de se “resolver a vida” ao alcance das próprias mãos.
O fato é que apesar de não ser um tema novo, é sempre um desafio aplainar a comunicação e estabelecer uma jornada multicanal consistente. A integração de canais facilita, converge e pode estruturar a comunicação de forma a ser mais eficaz.
Quando o assunto é conversa, temos a mais duas coisas envolvidas: uma é a linguagem e a outra o perfil com quem estamos conversando. A linguagem e o perfil estão intimamente ligados. Falar de maneira que o outro, que a outra realidade, cultura e jeito entenda. Entender para atender pode ser a máxima dessa representação.
Marcas precisam entender de conversas. E pra entender de conversa é preciso entender de escuta. Escutar é uma forma de ver, de sentir, de apurar, de saber como entrar na realidade do outro que deseja. Marcas precisam treinar a escuta. Hoje, só se treina a forma de falar, e a forma de escutar? Rubem Alves já dizia algo que pode também fazer sentido para nós hoje: “Sempre vejo anúncios de oratória. Nunca vi anúncios de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir”!
O que é ouvir no mundo digital? Nem sempre a mensagem tem voz a ser escutada. Verdade, mas toda mensagem tem um apelo presente na escrita. Apelo também se escuta.

Vinicius Figueira

É publicitário. Uma visão mais humanizada dos avanços tecnológicos e das próprias relações sociais tem destaque neste espaço. Escreve às quintas

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