Você já parou para pensar no tanto de informações presentes no seu dia a dia, através dos influenciadores? Por quantas vezes rolamos o feed, atualizamos e vemos coisas e mais coisas?! Em meio à avalanche de conteúdos, dicas e tudo mais, como as marcas e influenciadores podem ser autênticos?
Essa pergunta é muito mais que uma pergunta que busca resposta, mas um desafio para quem nomeia sua página no Instagram como “criador de conteúdo digital”. Criar sugere ser sempre algo novo, inusitado. Aquilo que ninguém pensou antes, ou aquilo que ninguém falou, ou ainda, aquilo que ninguém apresentou de tal forma. Bom, aqui temos três setas: pensar diferente, falar diferente, apresentar diferente.
Para entrar no campo digital, nele armar sua tenda e sobreviver, é preciso frequência e disposição versus capacidade de se reinventar sempre. Para isso, temos diante de nós o efeito da realidade. Pensar diferente exige sensibilidade para perceber as faltas, aquilo que ainda não ganhou lugar na realidade ou no seu nicho de mercado. Sensibilidade para perceber o público, entender, escutar, “dar conta” da fome ou da carência existente.
Outra seta é a linguagem. Vamos supor que o conteúdo não seja autêntico, ele já existe, mas a linguagem e a forma vão dar autenticidade à mensagem. Linguagem simbólica, ilustrativa, esquemática, enfim. A linguagem constitui um processo de identificação do público com o conteúdo, com aquilo que vai sendo apresentado, da forma que vai sendo exibido.
Por fim, temos a apresentação, ou a forma de apresentar. O jeito de existir numa rede precisa ser único. Há quem envereda pelo humor, outros pela ironia, outros pela seriedade, outros por outros gêneros. Aqui está o segredo da autenticidade: cada marca ou influenciador (que também é marca) precisa marcar o seu público de uma maneira. Com expressões, gestos, gírias, empatia, ou seja, criar conexão com o sujeito do outro lado do vídeo, ou da conta.
A autenticidade, como podemos ver, consiste em níveis, ou degraus. Podemos ser autênticos em tudo, mas podemos concentrar autenticidade em algum dos níveis e isso proporcionar a sobrevivência, a decolagem e o voo no mundo digital. Autenticidade não é magia, mas é às vezes um processo, algo que se adquire a partir da capacidade de sensibilidade de um perfil.
Hoje, uma marca para poder cumprir com sua identidade, isto é, marcar, seja seu território digital, seja na cabeça do consumidor, seja no mercado local, ela precisa, independentemente do seu tamanho ou proporção, ser capaz de ser sensível. Sensibilidade (junto ao perfil) constrói autenticidade, e a autenticidade gera seguidores, engajadores, embaixadores e consumidores. Mais do mesmo não garante sobrevivência!