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Governo Lula

Do Planalto, a rampa e a faixa fizeram ecoar tempos de dignidade e direitos

O simbolismo que envolveu o momento alto do primeiro dia do ano compreendeu o momento de abandono da barbárie, do negacionismo e da exclusão

Públicado em 

09 jan 2023 às 00:05
Verônica Bezerra

Colunista

Verônica Bezerra

Posse
Cerimônia de posse do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto Crédito: Tânia Rego/Agência Brasil
O 1º de janeiro de 2023 foi marcado por mais uma posse presidencial. Como é de costume, a cada quatriênio, após a redemocratização, um novo governo assume o poder, mesmo nos casos de reeleição.
A subida da rampa e a passagem da faixa presidencial desta vez foram cercadas de muitas especulações e dúvidas, considerando o contexto em que vivemos.
A passagem da faixa na verdade foi a reinauguração do contexto democrático. O simbolismo que envolveu o momento alto do primeiro dia do ano compreendeu o momento de abandono da barbárie, negacionismo e exclusão, e reencontro com a dignidade da pessoa humana, vida e acesso aos direitos.
Questionamentos estéreis acerca de um ato formal foram substituídos por um momento histórico, cheio de emoção, mas o mais importante, com o significado mundial que foi parar na capa do New York Times.
Os oito representantes da sociedade repassaram de mão em mão uma nesga de tecido verde e amarela, intitulada a faixa presidencial, e ao final do cirandar da diversidade e cidadania, uma mulher preta a colocou de forma transversal no presidente democraticamente eleito.
Francisco, Aline, Raoni, Weslley, Murilo, Jucimara, Ivan e Flávio, ao subir a rampa ladeando Luiz Inácio, nordestino, metalúrgico, tendo na retaguarda uma multidão naquela tarde ensolarada e seca do Planalto Central, representavam a todos e todas que são invisibilizados, mortos e subjugados por um sistema estruturalmente opressor.
A primeva tarde de domingo de 2023 foi um suspiro de frescor de democracia e um bálsamo na alma daqueles que resistiram durante quatro anos do governo negacionista e violador. Quem tiver dúvidas leia o Relatório da Transição.
Passada a tarde que foi de pura emoção, o dia seguinte foi de trabalho e a partir de agora os dias e noites serão de permanente vigília, para que a reconstrução do Estado Democrático de Direito seja concluída e para que nunca mais a democracia seja ameaçada.
Renato, Dado e Marcelo, os meninos do Planalto Central, quando em 1993 compuseram a letra longa e complexa de uma de suas canções, talvez tenham visado a tarde do dia 1º de janeiro de 2023, ao nos dizer que nosso coração está com pressa, a esperança está dispersa, chega de maldade e ilusão. E, ainda, que vem chegando a primavera e nosso futuro recomeça.

Verônica Bezerra

Advogada, coordenadora de Projetos CADH, mestre em Direitos e Garantias Fundamentais (FDV) e especialista em Direitos Humanos e Seguranca Publica

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