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Essência

Entrar no jogo da concorrência pode ser prejudicial ao seu negócio

Parece lógico abrir loja no mesmo shopping que o concorrente, contratar ex-funcionários dele ou até copiar a cultura que parece funcionar tão bem. Só que, nesse processo, muita gente abandona tudo o que fez o negócio dar certo

Publicado em 23 de Novembro de 2024 às 01:29

Públicado em 

23 nov 2024 às 01:29
Rodrigo Miranda

Colunista

Rodrigo Miranda

Muitas empresas começam pequenas e encontram maneiras criativas de crescer. Isso acontece porque, quando o dinheiro está curto, você não tem escolha — precisa pensar fora da caixa. Geralmente, isso significa atender um público mal atendido, oferecer algo diferente ou explorar um mercado onde ninguém estava dando muita atenção.
É preciso agir com precisão para evitar desperdícios e buscar oportunidades onde os concorrentes maiores não conseguem chegar. Essas decisões devem ser muito bem pensadas, são elas que vão fortalecer a identidade e o propósito do negócio.
Aí o jogo muda. O caixa começa a encher, e logo surge aquela tentação de finalmente conseguir competir de igual para igual. Parece lógico abrir loja no mesmo shopping que o concorrente, contratar ex-funcionários dele ou até copiar a cultura que parece funcionar tão bem. Só que, nesse processo, muita gente abandona tudo o que fez o negócio dar certo.
E sabe o que acontece? Custos sobem, os diferenciais desaparecem e, de repente, você está jogando um jogo onde o concorrente já é mais forte. Não é à toa que muitos empresários falam: “Quando minha empresa era menor, eu ganhava mais dinheiro”. Isso acontece porque, sem perceber, você mata a estratégia que te trouxe até aqui.
Cada empresa ocupa uma posição. Você cresceu porque encontrou o seu espaço, algo que ninguém estava fazendo ou fazendo bem. Antes de seguir caminhos que já foram percorridos por outros, segura um pouco e reflete se ainda tem espaço para evoluir na posição em que está. Na maioria das vezes, a resposta é sim.
Inveja
Competição  Crédito: Shutterstock
O segredo está em reforçar os diferenciais que te trouxeram até aqui. Invista no que já deu certo, no que te fez se destacar. Claro que isso não significa fechar os olhos para novas oportunidades, mas analisar com critério e não desviar do que realmente sustenta os seus resultados.
No fim das contas, o que vai manter sua empresa forte é seguir autêntica. Copiar o concorrente pode parecer atraente no curto prazo, mas é um atalho que te afasta da sua essência. O jogo não é ser mais parecido com eles; é continuar sendo diferente e relevante no seu próprio espaço.

Rodrigo Miranda

É CEO e fundador da VPx Company, consultoria de negócios e de educação executiva, e presidente do conselho de administração da SAF (Sociedade Anônima do Futebol) do Rio Branco. Fundou os apps de entregas Shipp e Packk, atuais Americanas Delivery, e a rede de lojas autônomas Zaitt, adquirida pela Sapore S/A

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