Sair
Assine
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Brasil

As muitas insatisfações populares estão retratadas nas pesquisas de opinião

De acordo com pesquisa, 63% se queixaram de aumentos nas contas, 73% consideraram que houve aumentos nos preços dos alimentos e 51% reclamaram dos preços dos combustíveis

Publicado em 18 de Março de 2024 às 01:30

Públicado em 

18 mar 2024 às 01:30
Rodrigo Medeiros

Colunista

Rodrigo Medeiros

Uma recente pesquisa Genial/Quaest revelou um quadro complexo em termos de insatisfações sociais. Quando questionados em fevereiro sobre a economia nos últimos doze meses, 38% dos entrevistados consideraram que ela piorou, enquanto 26% disseram que ela melhorou.
De acordo com a pesquisa, 63% se queixaram de aumentos nas contas, 73% consideraram que houve aumentos nos preços dos alimentos e 51% reclamaram dos preços dos combustíveis. Apesar da geração de postos de trabalho, as insatisfações refletem o quase empate entre quem aprovou (51%) ou desaprovou (46%) o presidente Lula (PT).
Foram ouvidas 2.000 pessoas, presencialmente, entre 25 e 27 de fevereiro, para uma margem de erro de 2,2 pontos percentuais. Em relação ao trabalho do presidente, a desaprovação atingiu 62% entre os evangélicos entrevistados, sendo que 35% disseram que o aprovam. Entre os católicos, por sua vez, o presidente Lula foi aprovado por 58% e desaprovado por 39%.
Conforme divulgou o IBGE, a economia vem desacelerando desde 2023, sendo que o crescimento foi nulo a partir do seu terceiro trimestre. A agropecuária, que relativamente pouco emprega mão de obra, se destacou com um crescimento de 15,1% em 2023. As indústrias extrativas cresceram 4,7% e as indústrias de transformação apresentaram uma queda de 1,3%. Serviços cresceram 2,4%.
A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) caiu 3,0% em 2023. A taxa de investimento foi de 16,5% do Produto Interno Bruto (PIB), insuficiente para o Brasil emparelhar com as economias de alta renda. Nesse sentido, o crescimento de 2,9% do PIB em 2023 foi de má qualidade.
Segundo o professor José Luís Oreiro, da Universidade de Brasília, em seu blog, no dia 1º de março, “um crescimento de 2,9% do PIB em 2023 não é sustentável a médio prazo pois irá levar a um aumento da pressão inflacionária, produzindo um fim prematuro do atual ciclo de queda da taxa Selic”. A economia se fragilizou com a desindustrialização e a desnacionalização de setores estratégicos.
Qual é, afinal, a nova agenda de desenvolvimento? Em uma publicação no X, em 29 de fevereiro, o professor Gilberto Maringoni, da Universidade Federal do ABC, ponderou que “a lógica manifestada por Lula de não ‘remoer o passado’ em relação ao golpe de 64, sendo preferível ‘olhar para a frente’ é a mesma utilizada em relação aos governos Temer e Bolsonaro”. As muitas insatisfações populares estão retratadas nas pesquisas de opinião.

Rodrigo Medeiros

É professor do Instituto Federal do Espírito Santo. Em seus artigos, trata principalmente dos desafios estruturais para um desenvolvimento pleno da sociedade

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem BBC Brasil
Tren de Aragua: como facção venezuelana na mira de Trump age no Norte do Brasil
BR 101: Contorno de Ibiraçu dá a partida para a redução dos engarrafamentos
Joel Mokyr, ganhador de metade do Prêmio Nobel de Economia 2025
O que aprendi com um Nobel de Economia: a prosperidade é uma conquista

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados