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Crítica: "Malévola: A Dona do Mal" é espetáculo às vezes vazio

Continuação do filme de 2014 tem novamente Angelina Jolie na história recontada de "A Bela Adormecida"

Publicado em 16 de Outubro de 2019 às 06:00

Públicado em 

16 out 2019 às 06:00
Rafael Braz

Colunista

Rafael Braz

Malévola 2: A Dona do Mal Crédito: Disney/Divulgação
Transformar seus clássicos de animação em filmes com personagens de carne e osso não é novidade para a Disney. A empresa já havia lançado uma adaptação de “Mogli” em 1994 e seguiu fazendo isso em 1996, com “101 Dálmatas” e, quatro anos depois, com a continuação, “102 Dálmatas”. Na década seguinte a tendência esfriou, mas “Alice no País das Maravilhas” (2010), de Tim Burton, foi um sucesso de público e reacendeu a moda. Os olhos dos produtores, claro, brilharam com as cifras envolvidas e uma nova leva de remakes estava pronta para sair do forno - vale ressaltar que “Espelho, Espelho Meu”, refilmagem de “Branca de Neve” lançada em 2012 com Julia Roberts, é um filme da Fox, não da Disney.
Depois das aventuras de Alice veio “Malévola” (2014), uma aposta ousada: o filme de Robert Stromberg reconta a história do clássico “A Bela Adormecida” pela visão da vilã, a bruxa Malévola interpretada por Angelina Jolie. A aventura arrecadou mais de US$ 750 milhões mundo afora e abriu de vez as portas para os remakes em live action ou em animação real, como no caso recente de “O Rei Leão”.
Malévola 2: A Dona do Mal Crédito: Disney/Divulgação
“Malévola 2: Dona do Mal”, que estreia nesta quinta-feira (17), reconta a história do primeiro filme com um simples “Era Uma Vez”. Assim, até aqueles que não o viram podem desfrutar de sua continuação. A trama começa com Malévola e sua afilhada, Aurora (Elle Fanning), vivendo em seu próprio reino. Tudo muda quando Aurora aceita se casar com o Príncipe Phillip (Harris Dickinson), uma união que pode juntar o reino dos humanos com o das fadas. Aurora logo é acolhida pela sogra, a Rainha Ingrith (Michelle Pfeiffer), como uma filha. Em um mix de ciúmes e desconfiança, Malévola se revolta, inicia uma guerra e reúne diversos outros reinos para proteger as terras mágicas do desejo de controle de Ingrith.
O diretor Joachim Rønning (do bom “Kon-Tiki”) reproduz a ambientação criada em 2014, mas amplia o universo com novos e interessantes reinos. O visual mais uma vez impressiona com a criação de um mundo cheio de cores e criaturas, mas também peca pelo excesso de computação gráfica em certas sequências, mas nada que comprometa.
Uma bem vinda novidade são os personagens de Chiwetel Ejiofor e Ed Skrein, líderes um grupo de criaturas que confere novas dimensões ao roteiro. A jornada deles e a interação com a protagonista são os responsáveis por alguns dos melhores momentos da trama.
Outros destaques ficam com Angelina Jolie à vontade no papel da bruxa, Elle Fanning, encantadora, e Michelle Pfeiffer - a Rainha Ingrith é uma personagem complexa desde seu primeiro momento em tela, uma mãe amorosa, mas uma ameaça em potencial.
Apesar das qualidades, todo o filme depende muito do espectador comprar a ideia de estar assistindo a um conto de fadas em tela. Todas as cenas de combate, apesar de bem feitas, afastam o espectador da trama central com um espetáculo visual um tanto vazio.
Ao fim, “Malévola: A Dona do Mal” é um passo à frente em relação ao seu antecessor, uma aventura grandiosa em efeitos e atuações, mas ainda um tanto falha em aspectos narrativos.

NOTA: 7

Rafael Braz

Crítico de séries e cinema, Rafael Braz é jornalista de A Gazeta desde 2008. Além disso, é colunista de cultura, comentarista da Rádio CBN Vitória e comanda semanalmente o quadro Em Cartaz

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