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Paulo Bonates

Três presidentes ao mesmo tempo

Alguns leitores hão de estranhar o provável anexar da Lua pelos Estados Unidos. Não deveriam

Publicado em 13 de Outubro de 2026 às 04:00

Públicado em 

13 out 2026 às 04:00
Paulo Bonates

Colunista

Paulo Bonates Paulo Bonates

Minha cara senhora, temos o mais autêntico resultado de zero a zero de todos os tempos. Ninguém pediu minha opinião, mas tenho o dever de compreender a meu modo e de Dorian Gray, meu cão vira-lata, dois candidatos vencedores à presidência da República, que fazem por bem ouvir literalmente a voz do povo: governar, discordar, concordar, xingar, cantar, sempre os dois de mãos dadas (tirem o povo dessa).


E assim como insinuou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com insólita inteligência, os dois podem disputar as divergências na base do baseball, aquela exaltação aos gorilas (sacaram a sutileza?).


O mundo mudou, seremos o único país a exercitar a igualdade, mas não necessariamente a liberdade e muito menos a fraternidade.


Mudando de conversa.


O Trump também adoraria chamar o Putin de seu, mas parece que não consegue. Ou sim, nunca se sabe. Como é óbvio, sua lei pessoal implica em anexar e bombardear preventivamente a lua, no que está coberto de razão. 


Durante as festividades lunáticas americanas, os nossos dois preferidos presidentes eleitos, agorinha mesmo, seriam endeusados, no fundo no fundo é sempre este o propósito.    

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump John Locher

Alguns leitores hão de estranhar o provável anexar da Lua pelos Estados Unidos. Não deveriam. Não foi  assim com todos “descobertos” história adentro? Portugal anexou o Brasil, a Inglaterra anexou os Estados Unidos, a Espanha anexou o México, e por aí vai… 


Inteligente foi o Trump. Da Lua é mais fácil para um presidente americano fazer o que der na telha. É ou não é? Dorian Gray, aqui do lado, acena positivamente com o rabo.


Então.

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Na invejada qualidade de derradeiro torcedor do América Futebol Clube, aproveito a oportunidade e exijo um tarifaço pelo uso da marca pelos Estados Unidos da América. Lembrem-se que o time rubro já cometeu célebres atos históricos no universo: foi campeão de 1913, 16 e 22, além de ter seu hino composto por Lamartine Babo em sol sustenido maior.


“Hei de torcer, torcer, torcer. Hei de torcer até morrer, morrer, morrer, pois a torcida americana é mesmo assim, a começar por mim, a cor do Pavilhão, é a cor do nosso coração…”.


Ufa!


Agora que equacionamos todos os problemas do mundo, aguarde na avenida o próximo carnaval para entoar o nosso samba de enredo alvirrubro


Dorian Gray, meu cão vira-lata, está dando sinais de cansaço com a política do país.

Paulo Bonates

Paulo Bonates Paulo Bonates

É médico, psiquiatra, psicanalista, escritor, jornalista e professor da Universidade Federal do Espírito Santo. E derradeiro torcedor do América do Rio.

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