Minha cara senhora, temos o mais autêntico resultado de zero a zero de todos os tempos. Ninguém pediu minha opinião, mas tenho o dever de compreender a meu modo e de Dorian Gray, meu cão vira-lata, dois candidatos vencedores à presidência da República, que fazem por bem ouvir literalmente a voz do povo: governar, discordar, concordar, xingar, cantar, sempre os dois de mãos dadas (tirem o povo dessa).
E assim como insinuou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com insólita inteligência, os dois podem disputar as divergências na base do baseball, aquela exaltação aos gorilas (sacaram a sutileza?).
O mundo mudou, seremos o único país a exercitar a igualdade, mas não necessariamente a liberdade e muito menos a fraternidade.
Mudando de conversa.
O Trump também adoraria chamar o Putin de seu, mas parece que não consegue. Ou sim, nunca se sabe. Como é óbvio, sua lei pessoal implica em anexar e bombardear preventivamente a lua, no que está coberto de razão.
Durante as festividades lunáticas americanas, os nossos dois preferidos presidentes eleitos, agorinha mesmo, seriam endeusados, no fundo no fundo é sempre este o propósito.
Alguns leitores hão de estranhar o provável anexar da Lua pelos Estados Unidos. Não deveriam. Não foi assim com todos “descobertos” história adentro? Portugal anexou o Brasil, a Inglaterra anexou os Estados Unidos, a Espanha anexou o México, e por aí vai…
Inteligente foi o Trump. Da Lua é mais fácil para um presidente americano fazer o que der na telha. É ou não é? Dorian Gray, aqui do lado, acena positivamente com o rabo.
Então.
Na invejada qualidade de derradeiro torcedor do América Futebol Clube, aproveito a oportunidade e exijo um tarifaço pelo uso da marca pelos Estados Unidos da América. Lembrem-se que o time rubro já cometeu célebres atos históricos no universo: foi campeão de 1913, 16 e 22, além de ter seu hino composto por Lamartine Babo em sol sustenido maior.
“Hei de torcer, torcer, torcer. Hei de torcer até morrer, morrer, morrer, pois a torcida americana é mesmo assim, a começar por mim, a cor do Pavilhão, é a cor do nosso coração…”.
Ufa!
Agora que equacionamos todos os problemas do mundo, aguarde na avenida o próximo carnaval para entoar o nosso samba de enredo alvirrubro
Dorian Gray, meu cão vira-lata, está dando sinais de cansaço com a política do país.