Vamos proceder uma reflexão importante para o aperfeiçoamento de práticas pessoais e profissionais. Quando você é perguntado se já cometeu alguma irregularidade, qual a sua resposta? Quando perguntado se você tem algum conhecido que já cometeu alguma irregularidade, qual a sua resposta?
Se sua resposta foi sim para as duas perguntas, você está sendo honesto em reconhecer que todo mundo em algum momento já avançou um semáforo ou chegou atrasado em uma agenda de trabalho. Esse é um passo importante para reconhecer os erros e buscar melhorar enquanto ser humano e profissional. O negacionismo ou o moralismo são sérios problemas e desafios que prejudicam o desenvolvimento de uma nação.
Geralmente as pessoas buscam negar suas falhas e apontar erros de outros indivíduos. Essa é uma característica do moralismo que impede uma honesta autocrítica. A autocrítica é realizada a partir da análise dos nossos próprios atos, ações, erros cometidos e possibilidades de aprimoramentos. É essencial para melhorar as condutas moral e ética.
Via de regra esses dois conceitos são confundidos e por isso torna-se importante diferenciá-los para um melhor discernimento. A moral é formada e desenvolvida individualmente ao longo da vida, por meio de experiências. A ética é constituída coletivamente a partir do consenso e adesão da sociedade.
Na administração pública, a moral e ética são condições essenciais para o fortalecimento da cultura da integridade. A integridade pública deve se caracterizar como uma instância estratégica e efetiva contra a corrupção. A gestão da integridade demanda a organização e otimização de procedimentos, fluxos, controles, gestores e servidores no sentido de consolidar uma atuação conjunta para prevenir e coibir desvios nas organizações públicas.
Nesse sentido, a transparência pode ser entendida como um catalisador para a conduta ética, integridade e ações anticorrupção. Ela favorece as rotinas, metodologias e procedimentos de controle interno e externo.
Tomando a transparência como uma premissa elementar, o estado do Espírito Santo, nos últimos anos, desenvolveu um arrojado plano de ações para alcançar uma posição de destaque em nível nacional. O mencionado plano objetivou aprimorar substancialmente os mecanismos de transparência ativa e passiva.
Em 2018, o ES estava em 8º lugar no ranking de avaliação “Brasil Transparente” da Controladoria Geral da União (CGU). Com a implementação do citado esforço conjunto do governo do estado, em 2020 o Espírito Santo alcançou a nota máxima de 100 pontos na escala “Brasil Transparência” da CGU, destacando-se como o estado mais transparente do país.
Como desdobramento desse trabalho e importante resultado, o ES foi o estado com maior grau de adesão (95%) ao Programa Nacional de Prevenção à Corrupção. O citado programa tem como escopo reduzir os níveis de fraude e corrupção no país nos três poderes e três níveis federativos.
Mais recentemente, no primeiro semestre de 2022, outra importante instituição, a Transparência Internacional, chancelou o Espírito Santo como o estado mais transparente do Brasil.