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Economia

OCB/ES: 52 anos de cooperativismo com foco no desenvolvimento

O cooperativismo é uma alavanca para o desenvolvimento sustentável e a construção de um futuro com mais prosperidade socioeconômica

Publicado em 04 de Setembro de 2024 às 01:25

Públicado em 

04 set 2024 às 01:25
Pablo Lira

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Pablo Lira

Neste dia 4 de setembro, o cooperativismo capixaba está em celebração, pois a OCB/ES (Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Espirito Santo) completa 52 anos de história de potencialização do desenvolvimento do Espírito Santo.
De acordo com o portal OCB/ES, as primeiras experiências de cooperativas no território capixaba remontam as décadas de 1930 e 1940. Na década seguinte, duas cooperativas de consumo foram criadas, assim como algumas cooperativas agrárias. Depois disso, surgiram cooperativas escolares, de crédito, habitacionais e de trabalho.
A criação de cooperativas capixabas ampliou a escala a partir da década de 1960, em um ambiente marcado pela consolidação de núcleos de imigrantes europeus nas áreas rurais, pela atuação da Igreja Católica, pelo Serviço de Extensão Rural, que foi instituído com o propósito de ajudar as famílias rurais e a Associação de Crédito e Assistência Rural do Espírito Santo (Acares), que depois passou a se denominar Empresa Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-ES) e hoje é chamado de Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).
Naquela época, o Espírito Santo passava pela transição do seu 1º para o 2º grande ciclo de desenvolvimento econômico, ou seja, a transição da cafeicultura para a industrialização. O ES sofria os fortes impactos da política federal de erradicação dos cafezais. O campo capixaba estava em crise e a atuação das instituições supracitadas foi de grande relevância para reerguer e potencializar o setor primário. Assistência técnica rural, pesquisa inovadora no campo, melhoramento de espécies, associativismo e cooperativismo vêm dando uma valiosa contribuição para a ampliação da produtividade e o desenvolvimento capixaba.
Por conta do aumento do número de cooperativas na década de 1970, em 4 de setembro de 1972 foi criada a Organização das Cooperativas do Estado do Espírito Santo (OCEES) com o propósito de elaborar diagnósticos, estudos, pesquisas, promover a divulgação do sistema, criar novas cooperativas, ofertar assessoria técnica, manter a articulação com outros órgãos do cooperativismo e representar o sistema perante as autoridades de forma geral.
Atualmente, integrado ao sistema nacional, o OCB/ES celebra seus 52 anos com resultados e indicadores robustos que destacam a sua relevância para impulsionar o desenvolvimento capixaba.
No cooperativismo, pessoas se unem em prol de um objetivo comum
No cooperativismo, pessoas se unem em prol de um objetivo comum Crédito: Shutterstock
Em 2022, o cooperativismo respondeu por 6,4% do Produto Interno Bruto (PIB) capixaba, conforme aponta o painel OCB/ES. Entre 2021 e 2022, os ingressos e receitas do cooperativismo capixaba aumentaram de R$ 8,4 bilhões para R$ 11,5 bilhões, respectivamente.
Nesses dois últimos anos, o número de cooperados saltou de 610.969 para 746.730 pessoas. Essas e outras informações serão atualizadas e divulgadas pelo Anuário do Cooperativismo Capixaba 2024 que está marcado para ser lançado no início do mês de outubro.
O cooperativismo no Espírito Santo conta com experiências positivas de projeção nacional e internacional, como a Cooabriel, Nater Coop, sistema Unimed ES, Cooperativa de Laticínios Selita, Sistema de Crédito Cooperativo (Sicredi/ES), Sistema de Cooperativas Financeiras do Brasil (Sicoob/ES), Cresol, Cafesul, Clac, Colamisul, Cacal, Ciclos, cooperativas de transporte, educacionais, cooperativas mirins, dentre outras cooperativas.
A história e evolução de tais experiências possibilitam comprovar que o cooperativismo é uma alavanca para o desenvolvimento sustentável e a construção de um futuro com mais prosperidade socioeconômica no Espírito Santo. O futuro é Coop!

Pablo Lira

Pos-Doutor em Geografia, mestre em Arquitetura e Urbanismo (Ufes), pesquisador do IJSN e professor da Universidade Vila Velha (UVV). Escreve as quartas

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