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Empregos

ES contabiliza saldo positivo de 29 mil postos de trabalho de janeiro a maio

Nos cinco primeiros meses de 2022 todos os grupamentos de atividades econômicas capixabas estão evidenciando saldo positivo, com destaque para o setor de serviços

Publicado em 27 de Julho de 2022 às 02:00

Públicado em 

27 jul 2022 às 02:00
Pablo Lira

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Pablo Lira

Os dados acumulados de janeiro a maio de 2022 do mercado de trabalho formal revelam que o Espírito Santo contabilizou 205.238 admissões e 175.749 desligamentos, conforme indica a base de informação do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Nesse período, o Estado alcançou saldo positivo de 29.489 postos de trabalho. Com tal desempenho o Espírito Santo caminha para, em 2022, superar o resultado histórico de 2021, quando o saldo apresentado foi de +53.736 empregos em 12 meses.
Nos cinco primeiros meses de 2022 todos os grupamentos de atividades econômicas capixabas estão evidenciando saldo positivo, com destaque para o setor de serviços (+14.850 postos de trabalho), agropecuária (+5.913 postos de trabalho), indústria (+4.785 empregos), construção (+3.354 postos de trabalho) e comércio (587 empregos).
Somente no mês de maio de 2022 o saldo de empregos alcançado no território capixaba foi de +11.991 postos de trabalho, o melhor resultado dos últimos anos. Esse saldo de maio representou um crescimento de 1,52% no estoque de empregos, que se encontra em 803.291 empregos ocupados. O mencionado percentual de aumento do estoque de empregos foi o maior registrado entre os Estados brasileiros. A média nacional de crescimento foi de 0,67%.
Seguindo, Mato Grosso do Sul (1,14%), Goiás (1,08%), Mato Grosso (1,02%) e Acre (1,0%) foram os que computaram os maiores percentuais de aumento dos estoques de emprego em maio de 2022. Por outro lado, Rio Grande do Sul (0,16%), Sergipe (0,30%), Santa Catarina (0,32%), Amapá (0,46%) e Paraná (0,48%) registraram os menores crescimentos relativos dos estoques no mercado de trabalho formal.
Com esses resultados, o Espírito Santo tem condições de seguir gerando oportunidades de emprego e, concomitantemente, diminuir a taxa de desemprego. Essa situação diferenciada pode ser explicada pelo crescimento econômico com ritmo de expansão acima média de aumento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, bem como pelo ambiente equilibrado que atrai novos investimentos, gerando mais emprego e renda para os capixabas.

Pablo Lira

Pós-Doutor em Geografia, mestre em Arquitetura e Urbanismo (Ufes), pesquisador do IJSN e professor da Universidade Vila Velha (UVV). Escreve às quartas

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