Com coautoria de Carlos Sacco, empreendedor e business partner do BMV Global
As enchentes do Sul do país, as secas do Norte, além das excessivas temperaturas recordes em todas as regiões, são provas concretas de que precisamos tomar as devidas providências para a nossa própria sobrevivência, não das gerações futuras.
Esses fatos aliados à crescente preocupação global com a sustentabilidade e biodiversidade impulsiona a busca por soluções que aliem meio ambiente e finanças, transformando custos em investimentos para as empresas.
As soluções baseadas em Crédito de Carbono focam na redução de emissões de gases de efeito estufa, podem representar custos para as empresas e não resolvem os problemas causados pelas mudanças climáticas criadas pela interferência humana. Já soluções mais sofisticadas baseadas na natureza abarcam práticas sustentáveis, contribuindo para a preservação e restauração de ecossistemas. Sua metodologia mede a equivalência ambiental, incluindo a conservação da biodiversidade, proteção da água, polinização e gestão sustentável de recursos naturais.
Nesse contexto, o BMV Global, uma greentech brasileira fundada em 2007 que nasceu para aproximar o capital natural, financeiro e intelectual, produziu a commodity ambiental de Unidade de Crédito de Sustentabilidade (UCS), solução de última geração.
O impacto das UCS vai além dos benefícios ambientais. Elas podem catalisar o desenvolvimento sustentável, promovendo práticas agrícolas responsáveis e incentivando o turismo sustentável. Ao integrar comunidades locais, as UCS alinham interesses econômicos e ambientais. A economia verde ganha escala e potencial.
Envolvem 27 ecossistemas, desempenhando papéis vitais na sustentabilidade global. Desde florestas tropicais até recifes de coral, esses ecossistemas fornecem serviços essenciais, como purificação da água, polinização, controle de erosão, fauna, flora e suporte à biodiversidade. Ao proteger esses ecossistemas, as UCS geram benefícios tangíveis para comunidades locais. A conservação das florestas, por exemplo, contribui para a melhoria da qualidade do ar e sustenta populações locais.
Na Conferência de Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas (COP28) o Brasil teve a oportunidade de apresentar seu mercado regulado, pois uma das áreas de foco do evento se caracterizou pela definição de um arcabouço para um novo acordo de financiamento de ações climáticas que deve ser acessível e disponível aos países em desenvolvimento.
Em resumo, as Unidades de Crédito de Sustentabilidade representam uma abordagem inovadora na perspectiva da economia verde para a promoção do equilíbrio entre os aspectos socioeconômicos e ambientais, assim como a potencialização da biodiversidade. Sua metodologia de medição de equivalência ambiental destaca a eficácia dessas unidades, contribuindo para um futuro mais sustentável globalmente.