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Democracia

Fuzis não constroem instituições fortes e longevas

É crucial, no momento, que se pacifique o país e o direcione a interesses comuns que possam gerar um ambiente crível a guiar a nação para o progresso e o desenvolvimento

Publicado em 03 de Setembro de 2021 às 02:00

Públicado em 

03 set 2021 às 02:00
Orlando Caliman

Colunista

Orlando Caliman

Esplanada dos Ministérios, com Praça dos Três Poderes ao fundo, em Brasília
Esplanada dos Ministérios, com Praça dos Três Poderes ao fundo, em Brasília Crédito: Ricardo Penna
Se bem observarmos, não vamos encontrar na história de desenvolvimento de países casos exitosos que não tenham tido como fator decisivo, senão determinante, instituições sólidas e longevas. Grandes diferenças de níveis de desenvolvimento, portanto, encontram explicações na qualidade das instituições.
E por instituições devemos entender aquelas que sustentam em especial a ordem sociopolítica e econômica, os regramentos explícitos ou implícitos, como também instituições públicas, privadas e da sociedade organizada.
Também a história nos tem mostrado que instituições de qualidade, fortes e longevas não se constroem com fuzis. Ou seja, assim como feijão e feijoada não combinam com fuzis, da mesma forma também fuzis não contribuem em nada para a construção de instituições de qualidade e para o progresso e o sucesso de um país.
Instituições existem como instrumentos ou instâncias capazes de funcionar como amalgamadores e fiadores de propósitos e interesses construídos e tidos como comuns, portanto coletivos, numa dada sociedade. Elas permitem e asseguram, de forma contínua e com maior assertividade, a passagem entre o presente e o futuro, que por natureza sempre se mostra incerto.
E aqui vale a lembrança do grande pensador francês Alexis de Tocqueville. Tocqueville ao analisar e avaliar os fundamentos da democracia americana, ainda na primeira metade do século XIX, descobriu nas instituições a razão do progresso, mas mais precisamente na capacidade dessas instituições espelharem e operarem fundamentadas no que ele definiu como doutrina do “interesse comum bem compreendido”. Projetou o sucesso dos Estados Unidos no século XX.
Fazem muito sentido as recentes, e também crescentes, manifestações de personalidades, intelectuais, profissionais liberais, instituições empresariais, algumas já tornadas públicas, caso da Associação Brasileira do Agronegócio,  e outras mais que certamente virão em reação às constantes ameaças de ruptura da ordem democrática e em favor da redução das tensões políticas e institucionais.
É preciso e crucial, no momento, que se pacifique o país e o direcione a interesses comuns que ao serem bem compreendidos possam gerar um ambiente crível a guiar a nação para o progresso e o desenvolvimento.

Orlando Caliman

É economista. Analisa, aos sábados, o ambiente econômico do Estado e do país, apontando os desafios que precisam ser superados para o desenvolvimento e os exemplos de inovação tecnológica

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