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Economia

Desindustrialização no Brasil passa longe da agenda eleitoral

O que o país precisa é de um choque de competitividade. E isso ocorrendo simultaneamente num âmbito mais abrangente, que poderíamos denominar de competitividade sistêmica, e outro contemplando internamente processos produtivos

Públicado em 

24 set 2022 às 00:15
Orlando Caliman

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Orlando Caliman

Embora enfaticamente reportada como uma das grandes preocupações em relação ao futuro da economia brasileira, sobretudo entre especialistas, a questão da desindustrialização parece passar longe das discussões e construções propositivas dos candidatos ao comando maior do país. Aliás, de uma maneira geral, a exacerbada polarização entre os dois à frente nas pesquisas eleitorais tem funcionado como fator impeditivo de se prescrutar algo a se fazer, que no tempo vá além de outubro.
Em verdade, o que está acontecendo com a economia brasileira pode ser caracterizado pela coexistência de dois processos de desindustrialização. Um mais interno, que afeta sobretudo a indústria de transformação, com a redução de sua participação na formação do PIB de 15% para 12% entre 2002 e 2018. Outra, que afeta nossa pauta de exportação, com redução da participação de produtos industrializados. Também denominado de processo de primarização.
Esses dois processos são observados também na economia capixaba. Enquanto no comércio externo cresce a participação de produtos menos elaborados, basicamente commodities, na estrutura produtiva cai a participação da indústria de transformação. Entre 2010 e 2019 o percentual de participação caiu de 12% para cerca de 9%.
Mas o agravante maior desses movimentos não está nem tanto em evidências demonstradas em números. Existem problemas bem mais desafiadores por detrás desses números e que são revelados quando avaliamos a economia e os setores que a compõem sob a ótica da produtividade e competitividade. E aí, infelizmente, concluímos que nossa economia deixa muito a desejar. Embora ainda se revele com grande potencial.
O que o Brasil precisa é de um choque de competitividade. E isso ocorrendo simultaneamente num âmbito mais abrangente, que poderíamos denominar de competitividade sistêmica, e outro contemplando internamente processos produtivos. No primeiro caso envolveria necessariamente fortes investimentos em infraestrutura para geração de facilidades e externalidades de livre acesso. No segundo, pressupõe tirar o país do atraso em termos de desenvolvimento científico, tecnológico e inovação.
No entanto, nesse campo, nas perspectivas dos candidatos, o horizonte apresenta-se opaco. E ainda mais para quem nos observa do lado de fora.

Orlando Caliman

É economista. Analisa, aos sábados, o ambiente econômico do Estado e do país, apontando os desafios que precisam ser superados para o desenvolvimento e os exemplos de inovação tecnológica

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