Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Coronavírus

Na saúde, calamidade imponderável; na economia, estrago incalculável

Fica difícil, nesta trágica conjuntura global, marcada pela imprevisibilidade da duração da pandemia e das suas consequências econômicas e sociais, enxergarmos quando e como sairemos deste túnel

Publicado em 24 de Março de 2020 às 05:00

Públicado em 

24 mar 2020 às 05:00
Luiz Carlos Menezes

Colunista

Luiz Carlos Menezes Luiz Carlos Menezes
Coronavírus (covid-19)
Coronavírus (Covid-19) Crédito: CDC/ Unsplash
Estamos vendo o mundo assolado pela maior calamidade na saúde desde 1918, quando morreram cerca de 50 milhões de pessoas infectadas pela gripe espanhola. Uma nova, enigmática e trágica doença global – o novo coronavírus – espalhada pelos cinco continentes, desfechou um verdadeiro tsunami sobre o planeta, provocando estragos incomensuráveis na saúde global e nos mais variados segmentos das atividades humanas.
É tamanha a disseminação desse vírus que os sistemas de saúde das regiões atingidas, surpreendidos pelo dramático crescimento da doença, mostram-se despreparados para o grande impacto causado.
O problema assume contornos ainda mais graves por se tratar de um novo vírus, e, como tal, ainda sem tratamento eficaz. Nesta conversa com o leitor, todavia, vou me limitar a uma breve leitura somente do dramático quadro na economia (até porque nada entendo de saúde).
Resumidamente, vejamos a abrangência do desastre global nos principais segmentos da atividade econômica: as bolsas de valores desabaram, as companhias aéreas enfrentam o maior apagão de todos os tempos, a indústria do turismo sofre perdas irrecuperáveis, milhares de fábricas paralisadas, comércio e serviços com suas atividades duramente sacrificadas, etc.
Poucos são os negócios, empresas e investimentos que se mantêm operando regularmente e gerando resultados positivos. As exceções se resumem aos que, pelas suas particularidades, acabam sendo beneficiados pela própria crise, onde vemos as aplicações financeiras atreladas ao dólar e alguns setores: supermercados, fabricantes de vacinas, desinfetantes e EPIs hospitalares, empresas de biotecnologia (ações dispararam com as pesquisas da vacina contra o vírus), laboratórios farmacêuticos, comércio eletrônico, prestadoras de serviços remotos, empresas de entrega a domicílio, imóveis e outros bens duráveis.
Fica difícil, nesta trágica conjuntura global, marcada pela imprevisibilidade da duração da pandemia e das suas consequências econômicas e sociais, enxergarmos quando e como sairemos deste túnel – ainda muito escuro.
Ainda bem que as autoridades do país estão mobilizadas e mostrando competência no enfrentamento desta complexa crise; e, não só priorizando a saúde da população, mas apoiando também às pequenas e micro empresas para funcionamento das atividades essenciais.
Mas é preciso, ainda, que a sociedade brasileira – de acordo com as possibilidades de cada um ­– tome consciência da imperiosa necessidade de ajuda aos pequenos prestadores de serviços, em especial aos que estão ao seu redor.

Luiz Carlos Menezes

Luiz Carlos Menezes Luiz Carlos Menezes

É engenheiro civil, empresário e conselheiro da Ademi-ES. Desenvolvimento urbano, tráfego e mobilidade urbana são os destaques deste espaço. Escreve quinzenalmente, às segundas

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem BBC Brasil
Brasil diz ter convocado diplomata argentina para cobrar explicações sobre viagem de Flávio Bolsonaro
Macário Júdice Neto está preso desde dezembro
Macário Júdice é solto com uso de tornozeleira após quase um ano de prisão
Compra on-line; Black Friday; e-commerce; compra virtual; comércio eletrônico
O consumidor mudou mais nos últimos cinco anos do que nas duas décadas anteriores

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.