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Perspectivas

Em 2022 teremos no Brasil um ano melhor ou pior do que 2021?

Muito difícil neste atual quadro de instabilidade fazermos essa avaliação. Ademais, são muitos eventos importantes pela frente; tanto no âmbito nacional como internacional

Publicado em 03 de Janeiro de 2022 às 02:00

Públicado em 

03 jan 2022 às 02:00
Luiz Carlos Menezes

Colunista

Luiz Carlos Menezes

A despeito da politização da pandemia, dos exageros do “fique em casa” e seus reflexos negativos na economia, como também do aumento da inflação, temos que reconhecer que o Brasil terminou 2021 numa situação menos desfavorável do que parecia no início do ano que terminou.
No último trimestre vimos a pandemia retroceder, o comércio apresentar uma razoável recuperação, o turismo interno mostrar um comportamento similar ao que costumamos ver nos finais de ano e o brasileiro com um astral em parte recuperado.
Mas como será o ano de 2022? Muito difícil neste atual quadro de instabilidade fazermos essa avaliação. Ademais, são muitos eventos importantes pela frente, tanto no âmbito nacional como internacional.
A meu ver, teremos um ano marcado por muitas incertezas e um horizonte ainda mais nebuloso do que quando começamos 2021. Por certo, o comportamento da pandemia – no Brasil e no mundo – será o fator determinante. Mas vamos conjeturar.
Na nossa economia pairam incertezas com relação ao comportamento da inflação, da taxa de juros, do câmbio e da bolsa de valores, indicadores que refletem o humor dos mercados. E temos ainda o desfecho de importantes reformas estruturantes que se encontram à mercê de decisões do Congresso – a administrativa e a tributária – que muito influirão no comportamento dos agentes econômicos, além de outras incertezas com relação à economia ao longo do ano.
Nos esportes teremos dois importantíssimos eventos internacionais – a Copa do Mundo no Qatar e as Olimpíadas de Inverno na China – cuja confirmação ou realização com restrições de público ainda vai depender do agravamento ou não da pandemia.
Teremos ainda no Brasil, nesse cenário de imprevisibilidades, o mais importante acontecimento político de um país democrático: a eleição para presidente da República. Será a escolha daquele que vai traçar e comandar os destinos do nosso país a partir de 2023.
Pela importância dessa eleição, ainda que seja muito cedo para fazermos avaliações acerca do seu desfecho, ante a polarização entre as prováveis candidaturas de Bolsonaro e de Lula, percebe-se um grande esforço na construção de uma candidatura representativa do centro. Será que decola? Só o tempo dirá.
De qualquer forma, como temos um bom tempo pela frente, o mais importante neste ano de eleições é que o brasileiro faça a avaliação do seu voto à luz da sua própria consciência, desprovido de quaisquer outros interesses que não sejam o da melhoria deste nosso sofrido Brasil.
Um feliz 2022!

Luiz Carlos Menezes

É engenheiro civil, empresário e conselheiro da Ademi-ES. Desenvolvimento urbano, tráfego e mobilidade urbana são os destaques deste espaço. Escreve quinzenalmente, às segundas

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