A despeito da politização da pandemia, dos exageros do “fique em casa” e seus reflexos negativos na economia, como também do aumento da inflação, temos que reconhecer que o Brasil terminou 2021 numa situação menos desfavorável do que parecia no início do ano que terminou.
No último trimestre vimos a pandemia retroceder, o comércio apresentar uma razoável recuperação, o turismo interno mostrar um comportamento similar ao que costumamos ver nos finais de ano e o brasileiro com um astral em parte recuperado.
Mas como será o ano de 2022? Muito difícil neste atual quadro de instabilidade fazermos essa avaliação. Ademais, são muitos eventos importantes pela frente, tanto no âmbito nacional como internacional.
A meu ver, teremos um ano marcado por muitas incertezas e um horizonte ainda mais nebuloso do que quando começamos 2021. Por certo, o comportamento da pandemia – no Brasil e no mundo – será o fator determinante. Mas vamos conjeturar.
Na nossa economia pairam incertezas com relação ao comportamento da inflação, da taxa de juros, do câmbio e da bolsa de valores, indicadores que refletem o humor dos mercados. E temos ainda o desfecho de importantes reformas estruturantes que se encontram à mercê de decisões do Congresso – a administrativa e a tributária – que muito influirão no comportamento dos agentes econômicos, além de outras incertezas com relação à economia ao longo do ano.
Nos esportes teremos dois importantíssimos eventos internacionais – a Copa do Mundo no Qatar e as Olimpíadas de Inverno na China – cuja confirmação ou realização com restrições de público ainda vai depender do agravamento ou não da pandemia.
Teremos ainda no Brasil, nesse cenário de imprevisibilidades, o mais importante acontecimento político de um país democrático: a eleição para presidente da República. Será a escolha daquele que vai traçar e comandar os destinos do nosso país a partir de 2023.
Pela importância dessa eleição, ainda que seja muito cedo para fazermos avaliações acerca do seu desfecho, ante a polarização entre as prováveis candidaturas de Bolsonaro e de Lula, percebe-se um grande esforço na construção de uma candidatura representativa do centro. Será que decola? Só o tempo dirá.
De qualquer forma, como temos um bom tempo pela frente, o mais importante neste ano de eleições é que o brasileiro faça a avaliação do seu voto à luz da sua própria consciência, desprovido de quaisquer outros interesses que não sejam o da melhoria deste nosso sofrido Brasil.
Um feliz 2022!