Em 19 de março passado este jornal presenteou seus leitores com uma oportuna e reveladora reportagem. Oportuna por contribuir para o desafio da revitalização do Centro da Capital; e reveladora, por mostrar aos capixabas e aos que nos visitam belezas da Ilha de Vitória contempladas por ângulos singulares.
A referida publicação, produzida pelo jornalista Gustavo Cheluje, relata, com imagens e vídeo, um passeio de lancha que tem como itinerário o contorno da Ilha de Vitória, com duração de cinco horas.
O trajeto compreende a passagem por várias praias e sob seis pontes – Ilha do Frade, Terceira Ponte, Segunda Ponte, da Passagem, Ayrton Senna e de Camburi –, proporciona o belo visual da entrada da Baía de Vitória navegando próximo aos navios ancorados no porto e a contemplação do Centro da Capital olhado pelo mar. Há uma parada para almoço na Ilha das Caieiras – tradicional bairro gastronômico especializado em frutos do mar – e prosseguimento da navegação pelos meandros do maior manguezal urbano da América do Sul, retornando ao ponto de partida no final da tarde.
Confesso, como “maratimba” nascido na Ilha de Vitória, que fiquei tentado a fazer esse passeio – a navegar pelo outro lado da ilha (remei no Saldanha da Gama, mas o trajeto terminava no antigo cais de hidroavião).
A divulgação desse passeio vem se somar ao que tenho defendido em artigos anteriores acerca da importância da valorização e da revitalização do Centro de Vitória, onde tenho ressaltado o grande acervo histórico da nossa Capital e o seu grande potencial turístico.
Vejo o turismo náutico em Vitória como um atrativo muito especial. A multiplicidade de belezas a serem contempladas evidencia isso. Há um amplo espaço para o seu crescimento e consolidação. Mostrar nossa bela capital sob outros ângulos é também uma importante contribuição em prol da revitalização do Centro da cidade.
A prefeitura de Porto Alegre, que apostou e investiu no turismo náutico no lago Guaíba, hoje colhe os frutos dessa iniciativa. Não só pelo crescimento dessa modalidade de turismo – que é muito bem explorada mundo afora –, mas também por contribuir para a alavancagem do negócio turismo em geral.
Tenho escrito que Vitória e o Espírito Santo ainda são muito fracos no turismo, o que nos abre um amplo espaço para crescimento nesse importante segmento da economia.
O contorno da Ilha de Vitória, uma vez bem divulgado, pode se tornar uma valiosa atração turísticas da nossa capital