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Turismo

Vitória deve seguir exemplo de Salvador e tirar proveito de seu acervo histórico

Vitória é a terceira capital mais antiga do país. Pena que o Centro da nossa Capital, com importantes marcos históricos, não tenha esse potencial turístico bem aproveitado

Publicado em 20 de Dezembro de 2021 às 02:00

Públicado em 

20 dez 2021 às 02:00
Luiz Carlos Menezes

Colunista

Luiz Carlos Menezes

Centro Histórico: Convento São Francisco
Centro Histórico de Vitória: Convento São Francisco Crédito: Rodrigo Gavini
Em artigos anteriores, tenho enfatizado o potencial turístico da nossa Ilha. Não só pelas suas belezas singulares, como também por oferecer excelentes praias na sua região metropolitana, ótima gastronomia, clima europeu a menos de 100 km (como Pedra Azul Santa Teresa), bons hotéis e um importante patrimônio histórico.
No entanto, mesmo contando com tantas qualidades e opções de lazer, quando olhamos a nossa Capital sob o ponto de vista da indústria do turismo, constatamos que esse nosso grande potencial turístico é ainda muito mal aproveitado. E isso fica muito claro quando a comparamos com as capitais do Nordeste, que dispõem de menor diversidade de atrações, ficam mais distantes das grandes capitais do país e estão bem na nossa frente.
Até pouco tempo não tínhamos nem sequer um aeroporto decente, requisito indispensável para qualquer cidade com pretensões no setor do turismo. Essa deficiência, pelo menos, já foi superada e hoje contamos com um bom aeroporto. Mas ainda nos falta um centro de convenções, equipamento indispensável para o turismo de eventos (congressos, feiras, exposições).
Para evidenciar esse nosso imenso atraso no turismo, basta dizer que todas as capitais dos nove Estados do Nordeste – região onde o turismo é considerado atividade econômica primordial – contam com o seu centro de convenções e tiram o devido proveito da exploração turística desse equipamento.
Vitória é a terceira capital mais antiga do país – somente Salvador e Recife a antecederam. Pena que o Centro da nossa Capital, com importantes marcos históricos – inúmeras igrejas, prédios públicos e outras construções seculares –não tenha esse potencial turístico bem aproveitado. E que esteja tão feio, tão degradado.
Vitória, a exemplo de Salvador, que sabe explorar seus atributos turísticos e mantem o seu centro histórico bem preservado, também poderia tirar bom proveito econômico do seu importante acervo histórico.
Para tanto, é preciso que sejam adotadas medidas que já se mostraram eficazes em cidades que enxergaram o turismo como uma importante atividade econômica. A começar pela revitalização do seu centro histórico, da instituição de incentivos fiscais (bem atrativos) para geração de novos negócios e serviços no centro da cidade, implantação de um centro de convenções e eventos culturais (sugeri em artigo anterior a adequação do Cais das Artes a esta finalidade), entre outras medidas necessárias para Vitória galgar a posição que merece entre as capitais do país.

Luiz Carlos Menezes

É engenheiro civil, empresário e conselheiro da Ademi-ES. Desenvolvimento urbano, tráfego e mobilidade urbana são os destaques deste espaço. Escreve quinzenalmente, às segundas

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