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Infraestrutura

Concessão da BR 262: é preciso que seja marcada a nova data do leilão

O tempo consumido pelos responsáveis pelo planejamento dessa concessão – o que pressupõe um amplo conhecimento das particularidades da BR 262 – não justifica a falta de uma nova data para o leilão

Publicado em 14 de Março de 2022 às 02:00

Públicado em 

14 mar 2022 às 02:00
Luiz Carlos Menezes

Colunista

Luiz Carlos Menezes

Casal de 22 anos morre em acidente na BR 262, em Viana. Eles seguiam no Sandero Preto no sentido Domingos Martins, Vitória, quando rodou na pista e atingiu o caminhão que seguia no sentido contrário
Trânsito na BR 262 após acidente na rodovia Crédito: Fernando Madeira
quarto adiamento do leilão para a concessão da BR 262 foi uma ducha de água fria nos usuários dessa perigosa rodovia. “Uma rodovia que agoniza”, conforme divulgado em podcast de A Gazeta de 28.11.2019.
Volto a escrever sobre a BR 262 como usuário frequente dessa rodovia. Sou testemunha do volume de tráfego superior a sua capacidade e dos riscos que isso representa para seus usuários. Não é por falta de razões que ela é chamada de Rodovia da Morte.
No que concerne a mais esse adiamento, ainda que só tenha sido constatada a possibilidade de não haver empresas interessadas em participar da licitação depois de estabelecida a data do leilão (25.02.2022), a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), responsável pela concessão, já deveria ter definido uma nova data para a sua realização.
O tempo consumido pelos responsáveis pelo planejamento dessa concessão – o que pressupõe um amplo conhecimento das particularidades pertinentes à BR 262 – não justifica a falta de uma nova data para o leilão.
Em que pesem as dificuldades de ordem topográfica e geológica para a duplicação dessa rodovia, isso já deveria ter sido devidamente avaliado.
Por obvio, o êxito de uma concessão para a iniciativa privada está inteiramente subordinado a sua viabilidade econômica. E essa viabilidade deveria ter sido muito bem avaliada e equacionada no curso do referido processo administrativo.
Num cenário econômico em que a União não dispõe de recursos para a realização de obras como essa, a atratividade constitui fator primordial para que haja empresas dispostas a realizar os investimentos necessários – requisito essencial para o êxito do processo licitatório.
Pela sua grande importância econômica para o Espírito Santo e Minas Gerais – como também para o para o Brasil –, é preciso para haja um redobrado esforço político para a concretização dessa concessão, em especial por parte dos parlamentares capixabas e mineiros.
Uma vez já cumpridas todas as exigências burocráticas necessárias, inclusive a aprovação pelo Tribunal de Contas da União, o caminho está livre para a concretização da concessão.
A BR 262 não pode mais esperar. Que seja, o mais breve possível, transferida para a iniciativa privada.
Até porque, uma vez formalizada a concessão, ainda haverá pela frente a fase de atendimento às exigências burocráticas para obtenção das licenças ambientais.
Espera-se, depois de tantas prorrogações, que não surja um impasse ambiental como o ocorrido no trecho norte do ES da BR 101.

Luiz Carlos Menezes

É engenheiro civil, empresário e conselheiro da Ademi-ES. Desenvolvimento urbano, tráfego e mobilidade urbana são os destaques deste espaço. Escreve quinzenalmente, às segundas

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