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Eleições 2026

Ricardo Ferraço: "Estou pronto a ser candidato ou apoiar alguém do nosso movimento"

Vice-governador é um possível candidato ao Palácio Anchieta em 2026, assim como o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo

Publicado em 25 de Maio de 2025 às 07:00

Públicado em 

25 mai 2025 às 07:00
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves
Ricardo Ferraço, Renato Casagrande e Arnaldinho Borgo durante desfile alusivo à colonização do solo espírito-santense
Ricardo Ferraço, Renato Casagrande e Arnaldinho Borgo durante desfile alusivo à colonização do solo espírito-santense Crédito: Ricardo Medeiros
O vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) marcou presença no desfile alusivo à colonização do solo espírito-santense, e aos 490 anos de Vila Velha, na sexta-feira (23). No palanque, postou-se ao lado de Renato Casagrande (PSB) e ficou à distância de um governador do prefeito da cidade, Arnaldinho Borgo (sem partido).
Os três interagiram amigavelmente, ao menos em público. É fato, porém, que Ricardo e Arnaldinho estão de olho na mesma cadeira, a do chefe do Executivo estadual. Casagrande já deu aval para que os dois tentem viabilizar suas respectivas candidaturas ao Palácio Anchieta no ano que vem.
Arnaldinho, aliás, pela primeira vez, na última terça-feira (20), declarou em entrevista que está mesmo disposto a concorrer. Ricardo, há meses, já havia explicitado tal intenção.
O prefeito de Vila Velha afirmou acreditar que os dois vão estar juntos no ano que vem, mas que, se performar melhor nas pesquisas de intenção de voto, espera contar com o apoio do emedebista. Também não descartou endossar Ricardo, se os levantamentos mostrarem o contrário.
O prefeito tem feito movimentos cada vez mais incisivos e até ousados, como ao flertar com o PSD, partido que está prestes a filiar o ex-governador Paulo Hartung, adversário de Casagrande.
A coluna questionou Ricardo sobre a estratégia do prefeito e, como resposta, ouviu que "tudo continua como antes".
O vice-governador preferiu não polemizar, foi sucinto. Repetiu o que havia dito em fevereiro. Ao revelar estar disposto a disputar o Palácio Anchieta, Ricardo ressaltou, na ocasião, estar pronto a apoiar outros nomes que integram o grupo casagrandista, entre eles Arnaldinho Borgo. 
"Desde a primeira vez que me manifestei apresentando minha disposição eventual de ser pré-candidato a governador, eu afirmei que eu sou parte de um time, de um movimento liderado pelo governador Renato Casagrande", afirmou Ricardo, na sexta-feira.
"E da mesma forma que eu, de maneira determinada, estarei pronto para ser candidato ao governador, estarei também pronto para apoiar qualquer das lideranças políticas que fazem parte desse movimento. Então a minha disposição continua exatamente a mesma, sem mudança alguma", completou.
Após ouvir a pergunta sobre a possível proximidade entre Arnaldinho e Hartung, Ricardo re-repetiu as mesmas frases, sem nenhuma referência, direta ou indireta, ao ex-governador.
Ricardo Ferraço, Arnaldinho Borgo e Renato Casagrande
Ricardo Ferraço, Arnaldinho Borgo e Renato Casagrande, na sexta-feira (23) Crédito: Adessandro Reis/PMVV
Ricardo Ferraço já foi vice de Paulo Hartung (2007-2011), os dois têm um longo histórico juntos. O próprio Casagrande, frise-se, já foi aliado do ex-governador. Mas os dois estão, ao que parece, irremediavelmente rompidos ao menos desde 2014.
O atual vice, agora, é do time de Casagrande e não mantém relações politicas ou pessoais com Hartung. 
Entre aliados de Arnaldinho, há quem avalie que, nos bastidores, o ex-mandatário incentiva a candidatura de Arnaldinho ao Palácio, assim como a do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), justamente com o objetivo de enfraquecer Ricardo.
O ex-governador, é preciso ressaltar, nunca disse isso. É uma especulação.
Enquanto Ricardo, Casagrande e Arnaldinho celebravam juntos, entretanto, Hartung foi às redes sociais elogiar o prefeito de Vila Velha, algo inédito. Até então, ele havia feito o mesmo apenas em relação a Pazolini.
Casagrande não foi tão comedido quanto Ricardo. Ele alertou Arnaldinho que quaisquer movimentos político-eleitorais devem ser realizados com integrantes da aliança governista o que, evidentemente, não contempla Hartung. 

Letícia Gonçalves

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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