A trágica situação dos povos Yanomami, indígenas que vivem na Floresta Amazônica, nos estados de Roraima e Amazonas, choca pelas imagens de corpos desnutridos e doentes.
E os números também assustam.
De acordo com o Ministério dos Povos Indígenas, 99 crianças Yanomami, de zero a quatro anos, morreram apenas em 2022, no governo Jair Bolsonaro (PL). As causas das mortes são, principalmente, desnutrição, pneumonia e diarreia.
Segundo
levantamento do portal Sumauma, ao menos 570 menores de cinco anos morreram nos últimos quatro anos por doenças que poderiam ter sido evitadas.
Ele ocupava o cargo comissionado desde agosto de 2022.
Interinamente, um servidor efetivo do Distrito Sanitário Especial Indígena está no comando. Célio César disse à coluna, por telefone, que os próprios indígenas é que devem definir quem vai ficar no cargo em definitivo.
"Eles vão fazer uma reunião aqui (em Governador Valadares) amanhã (terça-feira, dia 24), para definir isso. Provavelmente, vai ser um indígena. A Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde já é comandada por um indígena", lembrou.
O ativista e advogado Ricardo Weibe Tapeba
assumiu a secretaria recentemente. Ele foi eleito vereador de Caucaia, no Ceará, pelo PT em 2016. A pasta está diretamente ligada ao Ministério da Saúde.
"Antes a indicação (para ser coordenador do distrito de saúde indígena) era política, por meio de deputado. Agora, disseram que os próprios indígenas vão indicar", afirmou Célio César.
O distrito tem 136.599,92 km². O salário-base bruto do cargo de coordenador, de acordo com o Portal da Transparência do governo federal, é de R$ 5.734,58.
Enquanto chefiou a repartição, Gabriel Ribeiro Santos esteve no Espírito Santo uma vez em viagem oficial, no início de novembro do ano passado.
O deslocamento foi feito às aldeias Caieiras Velha, Irajá, Comboios, Boa Esperança e Pau Brasil, em Aracruz, "a fim de supervisionar e discutir as ações de saúde e saneamento", conforme registrou o então servidor em relatório de trabalho.
No domingo, o ex-presidente
Jair Bolsonaro rebateu Lula e afirmou que a situação dos Yanomami é "farsa da esquerda" e que "os cuidados com a saúde indígena são uma das prioridades do governo federal".
Além de representantes do atual governo, entidades independentes confirmaram, há tempos, que os povos indígenas da região amazônica estão em risco.