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Martelo batido: superfederação vai apoiar Ricardo e Casagrande

Federação formada por PP e União Brasil vai fazer o anúncio nesta segunda-feira (23)

Vitória
Publicado em 23/03/2026 às 09h35
Marcelo Santos, Messias Donato, Ricardo Ferraço, Amaro Neto e Da Vitória
Marcelo Santos, Messias Donato, Ricardo Ferraço, Amaro Neto e Da Vitória. Crédito: Divulgação

A superfederação formada por PP e União Brasil vai anunciar nesta segunda-feira (23) quem vai apoiar na corrida pelo governo do Espírito Santo. Uma coletiva de imprensa foi convocada para 13h30, mas a pedra já está cantada: a União Progressista está no palanque do vice-governador Ricardo Ferraço (MDB).

A costura entre os partidos e o emedebista passou pelo governador Renato Casagrande (PSB), pré-candidato ao Senado e que também vai contar com o endosso da federação. "Fizeram das tripas coração", contou à coluna uma pessoa que acompanhou de perto as negociações.

Os casagrandistas trabalharam arduamente para garantir a aliança com PP e União Brasil. O Progressistas flertava também com o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), pré-candidato ao Palácio.

A federação não é apelidada de "super" à toa. Tem considerável tempo de exibição no horário eleitoral, dinheiro para fazer campanha e chapas completas de candidatos a deputado estadual e federal, que são virtuais cabos eleitorais de quem disputa o governo e o Senado.

O Palácio ajudou a montar a chapa de federal da União Progressista. O deputado federal Amaro Neto saiu do Republicanos e foi para o PP em meio a uma manobra palaciana.

O deputado federal Messias Donato também saiu do partido de Pazolini e foi para o União Brasil.

O secretário estadual de Agricultura, Enio Bergoli, pré-candidato a deputado federal, saiu do PSDB do prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo, e agora está no PP.

Esses são apenas alguns exemplos.

A superfederação, porém, quer mais.

Nos bastidores, a especulação é que o grupo pode ficar ainda com a vaga de vice de Ricardo ou lançar um dos candidatos ao Senado da coligação.

Casagrande já é pré-candidato a senador, mas como duas vagas vão estar em disputa, há espaço para mais um.

Retirar um candidato a deputado federal da chapa da federação pode ajudar a refinar o cálculo de projeção de votos.

O presidente estadual do PP, também presidente estadual da federação, Da Vitória, tem o nome especulado como possível candidato ao Senado.

No último dia 28, Ricardo afirmou que a federação "vai ter protagonismo". Resta saber quem vão ser os personagens principais desta história.

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