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Eleição em outubro

Bastidores do Judiciário: três nomes estão na corrida pela presidência do TJES

Voto, ao contrário do que tradicionalmente ocorria, vai ser secreto, o que possibilita que haja real concorrência entre os desembargadores. Por enquanto, movimentações são discretas

Publicado em 07 de Abril de 2025 às 03:15

Públicado em 

07 abr 2025 às 03:15
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

TJES
Tribunal de Justiça do Espírito Santo é composto por 30 desembargadores. São eles que elegem a Mesa Diretora da Corte Crédito: Carlos Alberto Silva
A eleição para a presidência do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) vai ocorrer apenas em outubro, mas, nos bastidores, três desembargadores já se movimentam, discretamente, de olho na vaga.
Uma mudança nas regras, definida pelo Pleno do Tribunal em novembro do ano passado, esquentou a disputa. O voto, agora, vai ser secreto. Isso torna o resultado menos previsível.
Antes, com o voto aberto, era praticamente certeza que o desembargador mais antigo, o que está há mais tempo no cargo e ainda não ocupou a presidência, seria o escolhido. 
Desta vez, o mais antigo, José Paulo Calmon Nogueira da Gama, é um dos que está no páreo. Mas o atual corregedor-geral de Justiça, Willian Silva, também. O terceiro nome é o da desembargadora Janete Vargas Simões.
A antiguidade ainda é um critério relevante, mas não mais determinante.
"A mudança nas regras não foi por nada contra o desembargador José Paulo, pessoalmente. É que o Judiciário tem desafios muito grandes e a antiguidade não é mais um valor absoluto, isolado, na disputa pela Mesa Diretora", contou um desembargador à coluna.
Willian Silva é o segundo desembargador mais antigo que ainda não presidiu o TJES. Isso conta a favor dele.
Janete é bem articulada, já presidiu a Associação dos Magistrados do Espírito Santo (Amages) e seria a primeira mulher a comandar o TJES.
Magistrados ouvidos pela coluna avaliam que, hoje, não é possível dizer quem é o favorito. Os três possíveis candidatos têm chances.
O fato é que haver uma disputa real é uma novidade e, como a data da eleição ainda está distante, as articulações ocorrem de maneira sutil.
Em outros tribunais do país, em que a corrida é tradicionalmente mais acirrada e o eleitorado, mais amplo (essas Cortes têm um número maior de desembargadores), há até distribuição de santinhos para divulgar as candidaturas.
O TJES é composto por 30 desembargadores e são eles que elegem os membros da Mesa Diretora: presidente, vice-presidente, corregedor-geral e vice-corregedor-geral.
O atual presidente do Tribunal é o desembargador Samuel Meira Brasil Jr., que fica no cargo até dezembro.
O mandato no comando do Tribunal dura dois anos e a reeleição não é permitida.
Cabe ao presidente da Corte administrar o Judiciário estadual e gerir um orçamento que, em 2025, é de R$ 1,5 bilhão

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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