Bastidores do Judiciário: três nomes estão na corrida pela presidência do TJES
Eleição em outubro
Bastidores do Judiciário: três nomes estão na corrida pela presidência do TJES
Voto, ao contrário do que tradicionalmente ocorria, vai ser secreto, o que possibilita que haja real concorrência entre os desembargadores. Por enquanto, movimentações são discretas
Tribunal de Justiça do Espírito Santo é composto por 30 desembargadores. São eles que elegem a Mesa Diretora da CorteCrédito: Carlos Alberto Silva
A eleição para a presidência do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) vai ocorrer apenas em outubro, mas, nos bastidores, três desembargadores já se movimentam, discretamente, de olho na vaga.
Antes, com o voto aberto, era praticamente certeza que o desembargador mais antigo, o que está há mais tempo no cargo e ainda não ocupou a presidência, seria o escolhido.
Desta vez, o mais antigo, José Paulo Calmon Nogueira da Gama, é um dos que está no páreo. Mas o atual corregedor-geral de Justiça, Willian Silva, também. O terceiro nome é o da desembargadora Janete Vargas Simões.
A antiguidade ainda é um critério relevante, mas não mais determinante.
"A mudança nas regras não foi por nada contra o desembargador José Paulo, pessoalmente. É que o Judiciário tem desafios muito grandes e a antiguidade não é mais um valor absoluto, isolado, na disputa pela Mesa Diretora", contou um desembargador à coluna.
Willian Silva é o segundo desembargador mais antigo que ainda não presidiu o TJES. Isso conta a favor dele.
Janete é bem articulada, já presidiu a Associação dos Magistrados do Espírito Santo (Amages) e seria a primeira mulher a comandar o TJES.
Magistrados ouvidos pela coluna avaliam que, hoje, não é possível dizer quem é o favorito. Os três possíveis candidatos têm chances.
O fato é que haver uma disputa real é uma novidade e, como a data da eleição ainda está distante, as articulações ocorrem de maneira sutil.
Em outros tribunais do país, em que a corrida é tradicionalmente mais acirrada e o eleitorado, mais amplo (essas Cortes têm um número maior de desembargadores), há até distribuição de santinhos para divulgar as candidaturas.
O TJES é composto por 30 desembargadores e são eles que elegem os membros da Mesa Diretora: presidente, vice-presidente, corregedor-geral e vice-corregedor-geral.
O atual presidente do Tribunal é o desembargador Samuel Meira Brasil Jr., que fica no cargo até dezembro.
O mandato no comando do Tribunal dura dois anos e a reeleição não é permitida.
Cabe ao presidente da Corte administrar o Judiciário estadual e gerir um orçamento que, em 2025, é de R$ 1,5 bilhão.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.