Erick Musso, reeleito, discursa para o plenárioCrédito: Fernando Madeira
A sessão de eleição da nova Mesa Diretora da Assembleia começou e terminou da mesma forma: clima de fraternidade e discursos protocolares. Hércules Silveira (MDB) e Theodorico Ferraço (DEM) ficaram brincando sobre quem era o mais idoso na Assembleia. Theodorico, de 83 anos, por ser o decano, poderia comandar a sessão de forma remota, mas deixou para o colega, que estava no parlamento. Hércules brincou: “Você me carregou no colo”. Ferração rebateu: “Pena que não te joguei no rio”. Ambos são de Cachoeiro. Coisas da capital secreta; eles se entendem.
PREFEITO DEPUTADO
Lorenzo Pazolini (Republicanos), prefeito de Vitória, esteve na sessão. Foi dar apoio ao presidente reeleito Erick Musso, colega de partido e “locutor oficial” da campanha do delegado no ano passado. Pazolini esteve como deputado até o fim de 2020. A caravana de Pazolini incluiu o secretário dele Roberto Carneiro (ex-diretor da Assembleia) e o vereador de Vitória Denninho Silva (Cidadania).
BOLSONARO CURTIU
O deputado Delegado Danilo Bahiense abriu os trabalhos da sessão com uma frase bíblica sempre repetida por Jair Bolsonaro. “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. João 8:32.
QUEM NÃO TEM COLÍRIO...
O deputado Marcos Madureira (Patriota) estava no plenário da Assembleia de óculos escuros.
NOVOS AMIGUINHOS
Antes da eleição da mesa diretora, Erick Musso esteve ladeado pelo líder do governo Dary Pagung (PSB) e de Freitas (PSB), conhecido pela fidelidade canina a Renato Casagrande. O papo estava bem intenso.
DESPEDIDA DA MESA
Rafael Favatto (Patriota) será o novo segundo vice-presidente da Assembleia. Torino Marques (PSL) perde a preferência de presidir as sessões. “Eu estou sendo retirado”, lamentou Torino, após fazer uma análise da composição da Mesa Diretora, que teve o dedo do Estado, segundo o próprio.
UM CARNAVAL...
A cada voto, Erick Musso anotava seu placar. Digno de apuração de escola de samba, com a verificação da pontuação para o Acadêmicos do Musso.
O MARCOS É OUTRO
Marcos Mansur (PSDB) se esqueceu de que agora tem um outro Marcos, o Madureira, na Assembleia. Quando foi citado o nome Marcos, Mansur achou que já fosse a vez dele. Mas depois a ficha caiu que há um homônimo.
SEM UNANIMIDADE
Iriny Lopes (PT) e Sergio Majeski (PSB) votaram contra a chapa única de Erick Musso.
SOCIALISTA NÃO SOCIALIZADO
Majeski queixou-se de ser o último a saber sobre a composição das chapas: “Nunca fui convidado para discutir nada”. Disse ainda que o secretário-chefe da Casa Civil, Davi Diniz, perguntou-lhe se tinha interesse em alguma comissão.
SOCIALISMO CANSA?
Por sinal, o socialista (socialista?) Estava ofegante durante seu discurso, o que chamou atenção de quem assistia à eleição.
A PROPÓSITO...
O que faz ainda Majeski no PSB?
ZÉ GOTINHA
José Esmeraldo, licenciado do MDB, esteve o tempo todo andando pelo plenário com sua garrafinha de álcool 70, borrifando o líquido nas mãos dos colegas.
E O CORONA, GENTE?
Com o anúncio da vitória de Erick, o presidente reeleito logo foi cumprimentado pelos colegas em plenário. Alguns cumprimentos foram tão calorosos que parecia que nem estamos numa pandemia.
DEU CERTO
A tradução simultânea para Libras da TV Assembleia foi bem-sucedida.
EX-MEXICANO
Freitas não voltou mais a usar o icônico bigode.
CONTRASTE
A eleição foi morna, mas o calor estava intenso no plenário.
CONTA AÍ!
Musso disse que muitas mentiras foram contadas e publicadas. Quais, presidente?
DEUS? MEU DEUS...
"Foram 446 dias de massacre, de quererem jogar todos na vala... Foram 446 dias de silêncio. E Deus e vocês vão me dar a oportunidade de concluir um terceiro mandato finito", disse, o presidente reeleito, chorando.
BOI NA LINHA
Diz a boca maldita que um partido, em nível nacional, vai entrar com representação contra a reeleição de Erick.
BATEU O PONTO
O vereador de Vitória Armandinho Fontoura (Podemos) também esteve na sessão.
Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.