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Leonel Ximenes

Ufes se mobiliza para evitar extinção de animais

Nesta quarta-feira, às 9h30, no Cine Metrópolis da Ufes, serão discutidas novas ações para a proteção do tatu-canastra e do gavião-real, espécies que estão no limite da extinção no Estado.

Publicado em 25 de Janeiro de 2019 às 14:17

Públicado em 

25 jan 2019 às 14:17
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Tatu-canastra, um dos animais ameaçados de extinção na Mata Atlântica do ES. Crédito: Divulgação
Pesquisadores e ambientalistas vão intensificar os projetos de conservação da fauna ameaçada de extinção na Mata Atlântica capixaba. Nesta quarta-feira, às 9h30, no Cine Metrópolis da Ufes, serão discutidas novas ações para a proteção do tatu-canastra e do gavião-real, espécies que estão no limite da extinção no Estado.
Poucos restam
O tatu-canastra é considerado um engenheiro de diferentes ecossistemas, porque suas tocas são habitat e abrigo para várias espécies. O gavião-real é o maior predador voador das Américas, e uma águia que depende exclusivamente da floresta. Pouquíssimos seres como esses ainda sobrevivem no Espírito Santo.
As vítimas
Participa das ações de conservação o Projeto Bandeiras e Rodovias, que monitora o alto impacto do movimento de veículos nas rodovias capixabas que atravessam florestas. Uma das principais vítimas é o tamanduá-bandeira, entre outras espécies ameaçadas.
Afinidades
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MINIENTREVISTA
"A polícia sozinha não reduz a criminalidade"
Apontado como um dos grandes responsáveis pela redução dos homicídios na Serra, o delegado Rodrigo Sandi Mori, entretanto, cita a integração das Polícias e das instituições como o caminho para essa conquista. Ele mostra preocupação com a flexibilização da posse de armas.
O que mais pesa na redução dos índices de criminalidade: o combate à pobreza ou a eficiência da polícia?
A polícia sozinha não resolve o problema. Com uma boa investigação conseguimos retirar mandantes e executores dos homicídios de circulação, o que gera uma desordem no tráfico e consequentemente reduz os conflitos e mortes . Porém, para se romper com o ciclo da violência é essencial que haja mais vigilância e assistência por parte dos pais e familiares, assim como mais atenção por parte do poder público em áreas como educação e no desenvolvimento de projetos sociais, na oferta de esporte e lazer e também de formação profissional e emprego. Isso possibilita que os jovens tenham oportunidades, evitando que sejam recrutados para o tráfico de drogas.
 Por que só agora, depois de 22 anos, a Serra deixou de liderar o ranking de homicídios no ES?
O fator essencial para a Serra deixar a liderança do ranking de homicídios foi uma maior integração entre as policiais Civil e Militar, juntamente com a Prefeitura Municipal da Serra, o Ministério Público Estadual e o Poder Judiciário. Inclusive, temos reuniões mensais envolvendo representantes destas instituições, nas quais traçamos estratégias de segurança para a cidade, conforme as necessidades que enxergamos.
Além disso, contamos com uma equipe altamente qualificada, capaz de dar respostas rápidas logo após a ocorrência dos crimes. Também contamos com o apoio da população, que a cada prisão e elucidação de casos deposita ainda mais confiança em nosso trabalho nos enviando informações tanto pelo 181 como pela página do Facebook.
Se a Polícia Civil fosse mais aparelhada e o efetivo fosse maior, os resultados não seriam ainda melhores?
Sim, quanto mais investimentos, maior é a eficácia do trabalho. No entanto, é preciso destacar que em 2018 a Polícia Civil ofereceu cursos que possibilitaram uma maior qualificação dos policiais, como o curso de fuzil e o curso de investigação realizado em Brasília para delegados e peritos, do quais eu mesmo participei. Igualmente, a expectativa para 2019 é que com a realização do concurso que foi aberto, novos policiais entrarão e isso dará uma oxigenada na Policial Civil, possibilitando assim atingirmos resultados ainda melhores.
 O sr. é a favor da descriminalização das drogas? 
Sou contra a descriminalização das drogas. Legalizar é fornecer aos jovens, de forma facilitada e ampla, a possibilidade de experimentar algo mais nocivo que o álcool e fumo por exemplo. A legalização não tem o poder de forçar o crime organizado a parar de comercializar drogas. O comércio de drogas pode ser enfraquecido se menos pessoas consumirem drogas e isso só poderá ser alcançado com a prevenção, através de políticas públicas e sociais eficazes.
A flexibilização da posse de armas pode aumentar os níveis de violência e, particularmente, de homicídios?
Embora o decreto apresente uma série de critérios para a liberação da posse, tenho receio de que o aumento do número de armas possa aumentar os conflitos na sociedade, inclusive em razão da falta de preparo de uma maioria para agir em situações de tensão. Por mais que as pessoas acreditem que elas devam ter uma arma para garantir sua própria segurança, o efeito poder ser o contrário, chegando até mesmo a arma poder parar em mãos erradas. Se policiais preparados já estão suscetíveis a incidentes, pessoas normais estão expostas a um risco ainda maior.
O que mais pesa na redução dos índices de criminalidade: o combate à pobreza ou a eficiência da polícia?
A polícia sozinha não resolve o problema. Com uma boa investigação conseguimos retirar mandantes e executores dos homicídios de circulação, o que gera uma desordem no tráfico e consequentemente reduz os conflitos e mortes . Porém, para se romper com o ciclo da violência é essencial que haja mais vigilância e assistência por parte dos pais e familiares, assim como mais atenção por parte do poder público em áreas como educação e no desenvolvimento de projetos sociais, na oferta de esporte e lazer e também de  formação profissional e  emprego. Isso possibilita que os jovens tenham oportunidades, evitando que sejam recrutados para o tráfico de drogas.
Por que só agora, depois de 22 anos, a Serra deixou de liderar o ranking de homicídios no ES?
O fator essencial para a Serra deixar a liderança do ranking de homicídios foi uma maior integração entre as policiais Civil e Militar, juntamente com a Prefeitura Municipal da Serra, o Ministério Público estadual e o Poder Judiciário.  Inclusive, temos reuniões mensais envolvendo representantes destas instituições, nas quais traçamos estratégias de segurança para a cidade, conforme as necessidades que enxergamos. Além disso, contamos com uma equipe altamente qualificada, capaz de dar respostas rápidas logo após a ocorrência dos crimes. Também contamos com o apoio da população, que a cada prisão e elucidação de casos deposita ainda mais confiança em nosso trabalho nos enviando informações tanto pelo 181 como pela página do facebook.
Se a Polícia Civil fosse mais aparelhada e o efetivo fosse maior, os resultados não seriam ainda melhores?
Sim, quanto mais investimentos, maior é a eficácia do trabalho. No entanto, é preciso destacar que em 2018 a Polícia Civil ofereceu cursos que possibilitaram uma maior qualificação dos policiais, como o curso de fuzil e o curso de investigação realizado em Brasília para delegados e peritos, do quais eu mesmo participei. Igualmente, a expectativa para 2019 é que com a realização do concurso que foi aberto, novos policiais entrarão e isso dará uma oxigenada na Policial Civil, possibilitando assim atingirmos resultados ainda melhores.
O sr. é a favor da descriminalização das drogas? Por quê?
Sou contra a descriminalização das drogas. Legalizar é fornecer aos jovens, de forma facilitada e ampla, a possibilidade de experimentar algo mais nocivo que o álcool e fumo por exemplo. A legalização não tem o poder de forçar o crime organizado a parar de comercializar drogas. O comércio de drogas pode ser enfraquecido se menos pessoas consumirem drogas e isso só poderá ser alcançado com a prevenção, através de políticas públicas e sociais eficazes.
A flexibilização da posse de armas pode aumentar os níveis de violência e, particularmente, de homicídios?
Embora o decreto apresente uma série de critérios para a liberação da posse, tenho receio de que o aumento do número de armas possa aumentar os conflitos na sociedade, inclusive em razão da falta de preparo de uma maioria para agir em situações de tensão. Por mais que as pessoas acreditem que elas devam ter uma arma para garantir sua própria segurança, o efeito poder ser o contrário, chegando até mesmo a arma poder parar em mãos erradas. Se policiais preparados já estão suscetíveis a incidentes, pessoas normais estão expostas a um risco ainda maior.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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